Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Certificado Digital — CESPE / CEBRASPE 2025
Segurança da Informação›Conceitos de Certificado Digital
Código
ce418239
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)
No que se refere a firewall e a filtro de pacotes, bem como a assinatura e certificado digitais, julgue os itens a seguir.
Operações feitas com chave pública RSA pertencente a um certificado digital somente podem ser desfeitas com a chave privada correspondente.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Criptografia assimétrica: chave pública e chave privada
✅ CERTO. A afirmação está correta: na criptografia assimétrica RSA, as operações feitas com a chave pública de um certificado digital somente podem ser desfeitas com a chave privada correspondente. Isso decorre da propriedade fundamental da criptografia de chave pública: o que é cifrado com uma chave do par só pode ser decifrado com a outra chave do mesmo par. A frase do enunciado descreve exatamente o uso de confidencialidade (sigilo), em que o remetente cifra com a chave pública do destinatário e apenas o destinatário, com sua chave privada, consegue decifrar.
A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, utiliza um par de chaves matematicamente relacionadas: uma chave pública, que pode ser amplamente divulgada, e uma chave privada, que deve ser mantida em segredo pelo seu dono. A propriedade central desse sistema é que uma chave do par decifra o que a outra cifrou, e vice-versa. Essa relação complementar permite dois usos distintos, que são espelhados:
Uso
Cifra com
Decifra com
Garantia
Confidencialidade (sigilo)
Chave pública do destinatário
Chave privada do destinatário
Somente o destinatário lê
Assinatura digital
Chave privada do remetente
Chave pública do remetente
Autenticidade e não repúdio
No primeiro caso, a operação feita com a chave pública só pode ser desfeita com a chave privada correspondente — exatamente o que o enunciado afirma. No segundo caso, a operação é feita com a chave privada e desfeita com a pública, mas isso não contradiz a afirmação, pois ela se refere especificamente às operações feitas com a chave pública. A pegadinha da banca, portanto, não está na afirmação em si, mas na tentação de generalizar: o candidato pode pensar que "toda operação com chave pública só se desfaz com a privada" e esquecer que, na assinatura digital, a operação é inversa. Mas a frase do enunciado é precisa e correta.
Um exemplo concreto: imagine que Alice queira enviar uma mensagem confidencial a Bob. Ela obtém a chave pública de Bob (que está no certificado digital dele) e cifra a mensagem com ela. A partir desse momento, somente a chave privada de Bob pode decifrar a mensagem — nem mesmo Alice, que cifrou, consegue desfazer a operação. Isso garante a confidencialidade: mesmo que a mensagem seja interceptada, o atacante não tem a chave privada de Bob e não consegue ler o conteúdo.
A distinção que importa aqui é entre os dois usos da criptografia assimétrica. Na confidencialidade, cifra-se com a pública e decifra-se com a privada. Na assinatura digital, cifra-se com a privada e verifica-se com a pública. O enunciado descreve o primeiro caso com precisão. A banca explora a confusão entre esses dois fluxos: o candidato que pensa na assinatura digital pode achar que a afirmação está errada, mas ela está correta porque se refere especificamente às operações feitas com a chave pública.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os dois usos da criptografia assimétrica. Na confidencialidade, cifra-se com a chave pública e decifra-se com a privada — é exatamente o que o enunciado afirma. Na assinatura digital, o fluxo é inverso: cifra-se com a privada e verifica-se com a pública. O candidato que pensa na assinatura digital pode achar a afirmação errada, mas ela está correta porque se refere especificamente às operações feitas com a chave pública. Guarde o par: pública cifra → privada decifra (sigilo); privada cifra → pública verifica (assinatura). 💪
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação está correta porque descreve com precisão o uso de confidencialidade da criptografia assimétrica RSA. Quando uma operação é feita com a chave pública de um certificado digital, somente a chave privada correspondente pode desfazê-la (decifrar). Isso é a base do sigilo: o remetente cifra com a chave pública do destinatário, e apenas o destinatário, com sua chave privada, consegue ler a mensagem. O material de apoio confirma: "Mensagem cifrada com uma chave só pode ser decifrada com a outra chave" — e, no caso específico de cifrar com a pública, a outra chave é a privada. A frase do enunciado é uma aplicação direta dessa propriedade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque nega uma afirmação verdadeira. O erro do candidato que marca esta opção é pensar na assinatura digital, em que a operação é feita com a chave privada e desfeita com a pública. Mas o enunciado fala especificamente de "operações feitas com chave pública" — e, nesse caso, de fato somente a chave privada correspondente pode desfazê-las. A confusão entre os dois fluxos da criptografia assimétrica (sigilo × assinatura) é a armadilha clássica da banca. A afirmação está correta, portanto a alternativa "Errado" é falsa.