Questão de Segurança da Informação — TLS, SSL e HTTPS — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418240
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCE RS
- Ano
- 2025
- Cargo
- APE (TCE-RS)
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A afirmação está correta: o HTTPS, ao combinar o HTTP com o protocolo TLS (Transport Layer Security), garante tanto a confidencialidade (por meio de criptografia simétrica, que impede a leitura dos dados por terceiros) quanto a integridade (por meio de códigos de autenticação de mensagem, que detectam qualquer alteração durante a transmissão) entre o cliente e o servidor de um aplicativo web. Essa é a função central do protocolo, amplamente reconhecida em materiais de segurança da informação e na documentação técnica do TLS.
O HTTPS é, na prática, o HTTP rodando sobre uma camada de segurança TLS (ou seu antecessor SSL). O TLS foi projetado exatamente para fornecer privacidade e integridade de dados entre aplicações que se comunicam. Quando um navegador acessa um site via HTTPS, ocorre um handshake TLS no qual cliente e servidor negociam algoritmos de criptografia e chaves; a partir daí, todos os dados trocados são cifrados com criptografia simétrica (confidencialidade) e cada mensagem carrega um código de autenticação de mensagem (MAC) que permite ao destinatário verificar se o conteúdo foi alterado no caminho (integridade).
A confidencialidade protege contra a leitura não autorizada do tráfego — um atacante que intercepte os pacotes não consegue entender o conteúdo, pois está cifrado. A integridade protege contra modificação — se alguém tentar alterar os dados em trânsito, o MAC não confere e a conexão é abortada. Essas duas propriedades são justamente as que o enunciado menciona, e ambas são entregues pelo HTTPS quando corretamente configurado.
É importante distinguir o HTTPS de outros mecanismos de segurança. O HTTPS não garante, por si só, a disponibilidade (proteção contra DDoS), nem a autenticação do cliente (a menos que se use certificados de cliente, o chamado mTLS). Mas para a pergunta feita — sobre integridade e confidencialidade — a resposta é inequívoca: o HTTPS contribui diretamente para ambas.
A banca explora aqui um conceito básico, mas fundamental: o papel do TLS/HTTPS na proteção de dados em trânsito. O candidato que domina a tríade CID (confidencialidade, integridade, disponibilidade) e sabe qual protocolo entrega cada propriedade não tem dificuldade. A pegadinha, se houvesse, seria confundir HTTPS com HTTP puro (que não oferece nenhuma dessas garantias) ou achar que o HTTPS também protege contra indisponibilidade — o que não é verdade.
A banca pode tentar confundir o candidato afirmando que o HTTPS garante também a disponibilidade ou a autenticação do cliente. Não caia nessa: o HTTPS protege confidencialidade e integridade (e autentica o servidor), mas não impede ataques de negação de serviço (DDoS) nem verifica a identidade do usuário final, a menos que se use autenticação mútua (mTLS).
A afirmativa está correta porque o HTTPS, por meio do TLS, oferece exatamente as duas propriedades citadas: confidencialidade (criptografia dos dados) e integridade (verificação de que os dados não foram alterados). A documentação técnica do TLS lista essas propriedades como centrais: a conexão é privada porque usa criptografia simétrica, e é confiável porque cada mensagem inclui uma verificação de integridade. Portanto, a utilização de HTTPS contribui sim para a integridade e a confidencialidade dos dados transmitidos entre cliente e servidor.
Gabarito: ✅ CERTO
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