Questão de Sistemas Operacionais — Gerência de Memória (Paginação, Virtual, etc.) — CESPE / CEBRASPE 2025
Sistemas Operacionais›Gerência de Memória (Paginação, Virtual, etc.)
Código
ce418247
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC DF
Ano
2025
Cargo
GAAPC ( )
Julgue o item a seguir, relativo a gerenciamento de memória, conceitos de processo e threads e LDAP.
Quando um computador usa a memória virtual, os endereços virtuais não vão diretamente para o barramento da memória, mas para uma unidade de gerenciamento de memória, que mapeia os endereços virtuais em endereços de memória física.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Memória virtual e a MMU: tradução de endereços
Gabarito: letra C (Certo). A afirmativa está correta: quando a memória virtual é usada, os endereços virtuais não vão diretamente ao barramento de memória; eles são enviados à MMU (Memory Management Unit), que os traduz para endereços físicos. Esse é o papel central da MMU no gerenciamento de memória virtual, conforme descrito na literatura clássica de sistemas operacionais.
A memória virtual é uma técnica que desacopla o espaço de endereçamento visto pelo programa (espaço virtual) do espaço de endereçamento real da memória física. Isso permite que cada processo tenha seu próprio espaço de endereçamento, que a memória seja protegida entre processos e que programas usem mais memória do que a fisicamente disponível, com partes sendo carregadas do disco conforme necessário (paginação por demanda).
O mecanismo central dessa tradução é a MMU, um hardware do processador. Quando um programa gera um endereço virtual (por exemplo, ao executar uma instrução de leitura ou escrita), esse endereço não é enviado diretamente ao barramento de memória — se fosse, acessaria a posição física de mesmo número, o que quebraria o isolamento entre processos. Em vez disso, o endereço virtual é encaminhado à MMU, que consulta a tabela de páginas do processo e o converte no endereço físico correspondente. Esse endereço físico é então enviado ao controlador de memória para acessar a RAM.
A tradução é feita em unidades chamadas páginas (no espaço virtual) e molduras ou quadros de página (na memória física), geralmente do mesmo tamanho (por exemplo, 4 KiB na arquitetura x86). A tabela de páginas, mantida pelo sistema operacional, mapeia cada página virtual para uma moldura física ou indica que a página está no disco. Para acelerar a tradução, a MMU possui uma cache chamada TLB (Translation Lookaside Buffer), que armazena os últimos mapeamentos realizados.
A pegadinha que a banca poderia explorar é inverter o fluxo: dizer que os endereços virtuais vão direto ao barramento, ou que a MMU traduz endereços físicos em virtuais. Aqui, a afirmativa descreve exatamente o fluxo correto: virtual → MMU → físico. Não há armadilha; é uma questão de conceito fundamental.
1Programa gera endereço virtual
2MMU consulta tabela de páginas
3TLB acelera mapeamento
4MMU converte em endereço físico
5Acesso à RAM
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Item — ✅ Correto
A afirmativa reproduz fielmente o funcionamento da MMU na memória virtual. O trecho do material de apoio confirma:
Sistemas Operacionais (Tanenbaum):
"Quando a memória virtual é usada, os endereços virtuais não vão diretamente para o barramento da memória. Em vez disso, eles vão para uma MMU (Memory Management Unit — unidade de gerenciamento de memória) que mapeia os endereços virtuais em endereços de memória física."
A MMU é um dispositivo do processador cuja função é transformar o endereço virtual em físico e solicitar este último ao controlador de memória. A conversão baseia-se nas tabelas de páginas, estruturas mantidas pelo sistema operacional. Portanto, a descrição do enunciado está tecnicamente correta em todos os seus termos: os endereços virtuais não vão diretamente ao barramento; vão para a MMU; e a MMU mapeia virtuais em físicos.