Questão de Sistemas Operacionais — Conceitos e Propriedades do Sistema de Arquivos — CESPE / CEBRASPE 2025
Sistemas Operacionais›Conceitos e Propriedades do Sistema de Arquivos
Código
ce418312
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
PCF
Julgue o item a seguir, a respeito de organização e arquitetura de computadores, gerenciamento de memórias e de arquivos, bem como de tecnologias de virtualização.
Em sistemas de arquivos com journaling, tais como Ext4 e ReiserFS, as alterações realizadas são aplicadas diretamente ao sistema de arquivos, e o journal funciona como uma cópia completa dos arquivos, destinada à recuperação em caso de falhas.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
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Journaling em sistemas de arquivos: Ext4 e ReiserFS
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque, em sistemas de arquivos com journaling, as alterações não são aplicadas diretamente ao sistema de arquivos; elas são primeiro registradas no journal (diário) e, depois, aplicadas. Além disso, o journal não é uma cópia completa dos arquivos, mas sim um registro das intenções de alteração (metadados e, opcionalmente, dados), usado para recuperação rápida e consistente após falhas.
O journaling é uma técnica de tolerância a falhas que visa evitar a corrupção do sistema de arquivos e reduzir o tempo de recuperação após uma queda de energia ou crash do sistema. Em vez de aplicar cada alteração diretamente no disco, o sistema de arquivos registra antecipadamente no journal as mudanças que pretende fazer. Esse registro é uma estrutura de dados, geralmente um log circular, que contém as operações pendentes. Após um acidente, a recuperação consiste em ler o journal e repetir as mudanças registradas até que o sistema de arquivos volte a ser consistente. As alterações são atômicas: ou são todas aplicadas durante a recuperação, ou nenhuma é aplicada, se não foram completamente registradas antes do crash.
O journal não é uma cópia completa dos arquivos. Ele registra as intenções de alteração, ou seja, as operações que serão realizadas (como criação, exclusão ou modificação de arquivos e diretórios). Dependendo da implementação, o journal pode registrar apenas os metadados (informações sobre os arquivos, como nome, tamanho, localização) ou também os dados dos arquivos. Registrar apenas metadados é mais comum por questão de desempenho, pois registrar dados exige que cada bloco de dados seja escrito duas vezes: uma no journal e outra no destino final. O objetivo do journal é permitir que, após uma falha, o sistema de arquivos seja colocado online rapidamente, sem a necessidade de uma verificação completa (como o fsck), que pode ser demorada em sistemas grandes.
A principal distinção que importa é entre o journal (registro de intenções) e o sistema de arquivos em si (onde os dados e metadados são efetivamente armazenados). O journal é uma área especial alocada no disco, separada da área de dados. Ele não é uma cópia dos arquivos, mas um log das operações pendentes. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que o journal é um backup ou uma cópia de segurança, quando na verdade é um mecanismo de registro de transações para garantir a consistência.
Guarde a fronteira entre journal como registro de intenções e cópia completa dos arquivos: é exatamente nela que esta questão se decide. O enunciado afirma que as alterações são aplicadas diretamente e que o journal é uma cópia completa — ambas as afirmações são falsas.
1Registra intenção no journal
2Aplica alteração no sistema
3Recuperação lê o journal
4Repete mudanças pendentes
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Alternativa E — ❌ Errada ⟵ GABARITO
A alternativa está errada por dois motivos principais:
"as alterações realizadas são aplicadas diretamente ao sistema de arquivos": Isso é falso. No journaling, as alterações são primeiro registradas no journal e, em seguida, aplicadas ao sistema de arquivos. O registro no journal é feito de forma síncrona para garantir que, em caso de falha, as intenções estejam registradas. Se as alterações fossem aplicadas diretamente, não haveria necessidade do journal.
"o journal funciona como uma cópia completa dos arquivos": Isso também é falso. O journal não é uma cópia dos arquivos, mas um registro das intenções de alteração (metadados e, opcionalmente, dados). Ele é usado para recuperação, mas não armazena o conteúdo completo dos arquivos. Uma cópia completa seria um backup, que é um conceito diferente.
O conceito correto é que o journal registra as operações pendentes para permitir a recuperação rápida e consistente após falhas, mas as alterações são aplicadas ao sistema de arquivos após serem registradas no journal.