Questão de Geografia — Urbanização brasileira — CESGRANRIO 2013
GeografiaUrbanização brasileira
- Código
- cg001549
- Banca
- CESGRANRIO
- Órgão
- IBGE
- Ano
- 2013
- Nível
- Superior
- Cargo
- Tecnologista - Geografia
TEXTO IA segregação socioespacial e sua forma mais avançada e complexa de expressão, a fragmentação socioespacial, são, contraditoriamente, os processos que negam e redefinem a centralidade. Transformam-na em centralidade segmentada social e funcionalmente, dispersa no território e difusa na representação que elaboramos sobre a própria cidade e sobre a rede urbana, visto que a centralidade pode ser compreendida e apreendida em múltiplas escalas.SPOSITO, M. A produção do espaço urbano, escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais. In: Carlos, A. et al. (Org.). A produção do espaço urbano. São Paulo: Contexto, 2011, p.138. TEXTO IIDo ponto de vista da reprodução do capital, a metrópole transforma-se na “cidade dos negócios", o centro da rede de lugares que se estrutura no nível mundial com mudanças constantes nas formas. A silhueta dos galpões industriais dá lugar a novos usos, substituídos por altos edifícios de vidro, centros de negócios, shopping centers, ou mesmo igrejas evangélicas, como produto da migração do capital para outras atividades – turismo, lazer, cultura, informática etc., reforçando a centralização econômica, financeira e política de uma metrópole como São Paulo.CARLOS, A. O espaço urbano. Novos escritos sobre a cidade.São Paulo: Contexto, 2004, p.70. Adaptado.A análise comparativa dos Textos I e II conduz à seguinte conclusão:
- AO Texto I nega metodologicamente o Texto II, ao hierarquizar as distintas escalas da urbanização.
- BO Texto I contradiz teoricamente o Texto II, ao contrapor os termos conceituais centralidade e centralização.
- CO Texto II complementa empiricamente o Texto I, ao especificar processos e objetos espaciais da metropolização.
- DO Texto II difere tematicamente do Texto I, ao equiparar segregação socioespacial a fragmentação socioespacial.
- EOs Textos I e II rompem analiticamente com a concepção de cidade no contexto do contraditório processo de urbanização difusa.