Questão de Auditoria — Auditor Interno: Requisitos Profissionais e Normas de Conduta — CESGRANRIO 2018
Auditoria›Auditor Interno: Requisitos Profissionais e Normas de Conduta
Código
cg012273
Banca
CESGRANRIO
Órgão
Petrobras
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Auditor Júnior
Está incluída na atividade de auditoria interna a avaliação da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos.No caso de um auditor interno que, durante uma consultoria, tenha identificado um significativo risco operacional em uma entidade, em decorrência de deterioração gradativa nas atividades de controle de qualidade de seus produtos, seu papel é de
Aimplantar uma nova metodologia para controle de qualidade.
Bmanter a informação em sigilo por relacionar-se à estratégia da empresa.
Corientar os funcionários responsáveis pela operação do controle de qualidade.
Ddesconsiderar o risco identificado por seu baixo impacto no resultado da entidade.
Ereportar o risco à administração e permanecer alerta à existência de outros riscos.
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GabaritoE — reportar o risco à administração e permanecer alerta à existência de outros riscos.
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Atividade de Auditoria Interna: Papel do Auditor em Consultoria
Gabarito: letra E. O auditor interno, mesmo atuando em consultoria, tem o dever de reportar à administração os riscos significativos identificados e permanecer alerta para a existência de outros riscos, conforme os princípios de objetividade, integridade e competência profissional que regem a atividade (Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna – IIA). Não cabe ao auditor implantar controles, orientar operacionalmente ou omitir-se.
A questão explora o limite entre a atuação consultiva do auditor interno e a sua responsabilidade de comunicação de riscos. A banca testa se o candidato compreende que o auditor não é gestor nem executor, mas assessor que informa a administração para tomada de decisão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Implantar nova metodologia é função da administração, não do auditor. O auditor interno pode recomendar melhorias, mas não executar a implantação, sob pena de perder a objetividade e independência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Manter sigilo sobre risco significativo viola o dever de comunicar à administração. O sigilo se aplica a terceiros, não internamente. A norma exige que o auditor informe a administração sobre indícios ou confirmações de irregularidades e riscos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Orientar funcionários sobre controles operacionais foge ao escopo do auditor interno em consultoria. Essa atividade configura execução de controle, o que comprometeria a independência e a objetividade do auditor.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Desconsiderar o risco identificado por suposto baixo impacto é conduta antitética aos princípios de auditoria. Todo risco significativo deve ser reportado; a avaliação de impacto cabe à administração, não ao auditor.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A conduta correta é reportar o risco à administração (de forma reservada e por escrito) e manter-se alerta a outros possíveis riscos. Isso está alinhado com o objetivo da auditoria interna de assessorar a administração no gerenciamento de riscos, controles e governança. O auditor, mesmo em consultoria, não pode se omitir diante de riscos relevantes.
PEGA ESSA DICA!
Nas questões de auditoria interna, lembre-se do tripé: o auditor identifica riscos e falhas, reporta à administração e recomenda melhorias. Ele não executa ações corretivas nem se silencia. Essa distinção é frequentemente cobrada.