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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESGRANRIO 2022

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
cg017047
Banca
CESGRANRIO
Órgão
ELETROBRAS-ELETRONUCLEAR
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
A racionalidade de maximização do ganho individual ameaça o desenvolvimento sustentável, quando se considera o uso dos bens comuns por diversos agentes.O problema da exploração de um bem comum, em que o custo adicional da exploração de uma área comum é dividido entre todos os agentes, enquanto o seu aproveitamento é individual, é conhecido como o(a)
  1. ANosso Futuro Comum
  2. BProblema do Clube de Roma
  3. CProblema de Externalidades Decrescentes
  4. DTragédia de Roma
  5. ETragédia dos Comuns
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GabaritoE — Tragédia dos Comuns

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tragédia dos Comuns: a lógica do ganho individual contra o bem coletivo

Gabarito: letra E. A situação descrita — em que o custo da exploração de um recurso comum é socializado entre todos os agentes, mas o benefício é apropriado individualmente — é o conceito clássico de Tragédia dos Comuns, formulado por Garrett Hardin em 1968. Esse é o nome consagrado na ecologia e na economia ambiental para o conflito entre a racionalidade individual e a sustentabilidade do uso de bens comuns.

A Tragédia dos Comuns descreve exatamente o cenário do enunciado: cada agente, buscando maximizar seu próprio ganho, explora um recurso compartilhado (pastagens, pesqueiros, aquíferos, atmosfera) sem internalizar os custos dessa exploração, que são diluídos entre todos. O resultado é a degradação do recurso, que prejudica a todos no longo prazo — o oposto do desenvolvimento sustentável. O termo foi popularizado pelo ecólogo Garrett Hardin no artigo The Tragedy of the Commons (1968), que usou o exemplo de pastores compartilhando um pasto comum: cada um tem incentivo para adicionar mais animais, pois o benefício é individual, mas o custo do sobrepastoreio é dividido por todos.

A banca explora aqui a confusão com outros marcos históricos do ambientalismo. Nosso Futuro Comum é o relatório da Comissão Brundtland (1987), que consagrou a definição de desenvolvimento sustentável. O Clube de Roma é um think tank que encomendou o relatório Os Limites do Crescimento (1972), alertando sobre os limites dos recursos naturais. Externalidades são custos ou benefícios que afetam terceiros sem passar pelo mercado — a tragédia dos comuns é um caso de externalidade negativa, mas não é o nome do fenômeno descrito. E Tragédia de Roma simplesmente não existe como conceito ecológico — é um distrator que mistura o nome do Clube de Roma com a palavra "tragédia".

1Mecanismo
Benefício individual
Custo socializado
2Consequência
Superexploração
Esgotamento do recurso
3Exemplos
Sobrepesca
Desmatamento
Poluição
4Distratores
Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland, 1987)
Clube de Roma (Limites do Crescimento, 1972)
Externalidade negativa (conceito vizinho)
Tragédia dos Comuns (Hardin, 1968)
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Tragédia dos Comuns (Hardin, 1968): Mecanismo (Benefício individual, Custo socializado); Consequência (Superexploração, Esgotamento do recurso); Exemplos (Sobrepesca, Desmatamento, Poluição); Distratores (Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland, 1987), Clube de Roma (Limites do Crescimento, 1972), Externalidade negativa (conceito vizinho))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Nosso Futuro Comum é o nome do relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland, 1987), que definiu desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações. Não se refere ao problema da exploração de bens comuns descrito no enunciado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Clube de Roma é uma organização internacional que, em 1972, encomendou o relatório Os Limites do Crescimento, que alertou sobre os riscos do crescimento econômico ilimitado em um planeta finito. Embora trate de problemas ambientais globais, não é o nome do fenômeno específico da exploração de recursos comuns.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Problema de Externalidades Decrescentes não é um conceito consagrado. O que existe é o conceito de externalidade negativa, que ocorre quando uma ação de um agente impõe custos a terceiros sem compensação. A tragédia dos comuns é um exemplo de externalidade negativa, mas o termo correto para o fenômeno descrito é outro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Tragédia de Roma é um distrator que mistura o nome do Clube de Roma com a palavra "tragédia". Não existe tal conceito na literatura ecológica ou econômica.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A Tragédia dos Comuns é exatamente o fenômeno descrito: quando um recurso é de uso comum, cada agente tem incentivo para explorá-lo ao máximo, pois o benefício é individual, mas o custo da degradação é compartilhado por todos. Isso leva à superexploração e ao esgotamento do recurso, ameaçando a sustentabilidade. O conceito foi formulado por Garrett Hardin em 1968 e é central para entender problemas ambientais como a sobrepesca, o desmatamento e a poluição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com marcos históricos do ambientalismo (Nosso Futuro Comum, Clube de Roma) e com o conceito econômico de externalidades. A chave é identificar o mecanismo descrito: custo socializado + benefício individual = Tragédia dos Comuns. Os outros nomes são relatórios, organizações ou conceitos vizinhos, mas não descrevem esse mecanismo específico. Com treino, você reconhece essa estrutura de imediato 💪

Gabarito: letra E

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