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Questão de Biologia — Esponjas e Cnidários — CESGRANRIO 2022

BiologiaEsponjas e Cnidários
Código
cg017059
Banca
CESGRANRIO
Órgão
ELETROBRAS-ELETRONUCLEAR
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
Palythoa (zoantídeo) e Mussismilia (coral pétreo) são dois gêneros de cnidários da Ordem Scleractiniaria, muito presentes na costa tropical e quente temperada do Brasil. Esses dois animais já estão sendo afetados por mudanças globais, como o aumento de temperatura da água do mar e a acidificação dos oceanos.Qual a semelhança e a diferença da biologia desses cnidários em resposta a essas mudanças?
  1. AA acidificação é mais grave para Palythoa, pois reduz a produção de gametas; já o aquecimento de temperatura afeta o crescimento de ambos.
  2. BO aumento de temperatura causa branqueamento nos dois; já a acidificação afeta de forma mais severa o gênero Mussismilia.
  3. COs dois cnidários sofrem branqueamento pelo aumento de temperatura e têm seu esqueleto danificado pela acidificação, não havendo, portanto, qualquer diferença.
  4. DMussismilia sofre branqueamento, diferentemente de Palythoa, porém ambos são afetados igualmente pela acidificação.
  5. ENenhuma dessas mudanças afeta significativamente RASCUNHO esses dois organismos.
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GabaritoB — O aumento de temperatura causa branqueamento nos dois; já a acidificação afeta de forma mais severa o gênero Mussismilia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Branqueamento de corais e acidificação: resposta de Palythoa e Mussismilia

Gabarito: letra B. O aumento da temperatura da água causa o branqueamento (perda das zooxantelas) tanto em Palythoa quanto em Mussismilia, pois ambos são cnidários que mantêm simbiose com algas do gênero Symbiodinium; já a acidificação dos oceanos afeta de forma mais severa o gênero Mussismilia, por ser um coral pétreo que secreta esqueleto de carbonato de cálcio, estrutura diretamente vulnerável à redução do pH. Essa distinção é o núcleo da questão: a semelhança está no branqueamento, e a diferença está na maior sensibilidade do coral pétreo à acidificação.

O fenômeno do branqueamento ocorre quando a temperatura superficial da água do mar excede a média mensal máxima de longo prazo por períodos prolongados, levando à perda rápida das células de Symbiodinium e/ou de seus pigmentos, o que causa o clareamento conspícuo dos tecidos do coral. Como Palythoa (zoantídeo) e Mussismilia (coral pétreo) são ambos cnidários da Ordem Scleractiniaria, ambos mantêm essa simbiose e, portanto, ambos sofrem branqueamento sob estresse térmico. A suscetibilidade a altas temperaturas varia entre espécies, mas a regra geral é que todos os corais zooxantelados são vulneráveis.

A acidificação dos oceanos, por sua vez, reduz a disponibilidade de íons carbonato na água, dificultando a biomineralização do carbonato de cálcio. O Mussismilia, por ser um coral pétreo, constrói um esqueleto calcário rígido e depende criticamente desse processo; já o Palythoa, embora também seja um zoantídeo com esqueleto, é menos dependente da precipitação de carbonato em larga escala, sendo mais resistente à acidificação. Essa diferença na biologia dos dois gêneros é o que a alternativa B captura corretamente.

A banca explora a confusão entre os efeitos do aquecimento e da acidificação: enquanto o aquecimento afeta a simbiose (branqueamento), a acidificação afeta a calcificação (esqueleto). O candidato que não distingue esses mecanismos tende a marcar a alternativa C, que nega qualquer diferença entre os dois gêneros.

Aspecto

Palythoa (zoantídeo)

Mussismilia (coral pétreo)

Efeito do aumento de temperatura

Sofre branqueamento (perda de zooxantelas)

Sofre branqueamento (perda de zooxantelas)

Efeito da acidificação

Menos severo (menor dependência da calcificação)

Mais severo (esqueleto de carbonato de cálcio vulnerável)

Estrutura esquelética

Menos dependente da precipitação de carbonato

Esqueleto calcário rígido, altamente dependente da calcificação

Estresse em cnidários
  • 1Aquecimento (temperatura)
    • Branqueamento em ambos
    • Perda de zooxantelas
  • 2Acidificação (pH)
    • Mussismilia (coral pétreo)
      • Esqueleto de CaCO₃ vulnerável
    • Palythoa (zoantídeo)
      • Menos dependente da calcificação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a acidificação é mais grave para Palythoa, reduzindo a produção de gametas. Isso inverte a relação: a acidificação é mais grave para o coral pétreo (Mussismilia), que depende da calcificação, e não para o zoantídeo. Além disso, não há evidência de que a acidificação reduza diretamente a produção de gametas em Palythoa; o efeito principal é sobre a formação do esqueleto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta porque reconhece que ambos os gêneros sofrem branqueamento pelo aumento de temperatura (semelhança) e que a acidificação afeta mais severamente o Mussismilia, devido à sua dependência da calcificação para formar o esqueleto pétreo (diferença). É exatamente a distinção entre os dois mecanismos de estresse.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que não há qualquer diferença entre os dois gêneros, o que é falso: a acidificação afeta de forma mais severa o coral pétreo (Mussismilia) do que o zoantídeo (Palythoa), devido à diferença na dependência da calcificação. A semelhança no branqueamento não elimina a diferença na resposta à acidificação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que apenas Mussismilia sofre branqueamento, diferentemente de Palythoa. Isso é incorreto: ambos os gêneros mantêm simbiose com zooxantelas e, portanto, ambos sofrem branqueamento sob estresse térmico. A diferença entre eles está na resposta à acidificação, não ao aquecimento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que nenhuma dessas mudanças afeta significativamente esses organismos. Isso contraria o próprio enunciado, que afirma que ambos já estão sendo afetados por mudanças globais, e o conhecimento científico sobre o branqueamento de corais e a vulnerabilidade dos corais pétreos à acidificação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os efeitos: o aquecimento causa branqueamento (perda de zooxantelas) em ambos, enquanto a acidificação prejudica principalmente a calcificação do esqueleto do coral pétreo (Mussismilia). O candidato que confunde esses mecanismos tende a marcar a alternativa C, que nega a diferença, ou a D, que erra ao dizer que só o coral pétreo branqueia. Lembre-se: branqueamento é fenômeno comum a todos os cnidários zooxantelados; a acidificação é seletiva para os que constroem esqueleto calcário.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre corais e mudanças climáticas, separe mentalmente os dois estresses: temperatura → simbiose (branqueamento); pH → calcificação (esqueleto). Quando a alternativa falar em "esqueleto danificado" ou "calcificação", associe à acidificação; quando falar em "branqueamento" ou "perda de zooxantelas", associe ao aquecimento. Essa distinção resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra B

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