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Questão de Segurança da Informação — Criptografia — CESGRANRIO 2024

Segurança da InformaçãoCriptografia
Código
cg020930
Banca
CESGRANRIO
Órgão
BNDES
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista - Análise de Sistemas - Cibersegurança (Manhã)
Durante muitos séculos, a criptografia era utilizada apenas para proteger a confidencialidade das mensagens. Entretanto, ao final do século XX uma nova forma de criptografia foi criada. Esta, em conjunto com outras técnicas, permite proteger a integridade, a confidencialidade e a autenticidade das informações que são transmitidas. Considere a transmissão de uma mensagem (M) de R para J.Uma solução de segurança que protege a integridade, a confidencialidade e a autenticidade das informações, durante essa transmissão, é a solução realizada com os seguintes procedimentos de R:
  1. Acifrar M com chave simétrica k, gerando a cifra C; transmitir k e C para J; e depois transmitir M em claro para ser conferido por J.
  2. Bcifrar M com a chave secreta (Sr) de R, gerando a cifra C₁ ; cifrar C₁ com a chave secreta de J (Sj ), gerando a cifra C₂ ; e transmitir C₂ para J.
  3. Ccifrar M com a chave pública de R (Pr ), gerando a cifra C₁ ; cifrar C₁ com a chave secreta de R (Sr ), gerando a cifra C₂ ; transmitir C₂ e M em claro para ser conferido por J.
  4. Dcifrar M com a chave secreta de R (Sr ), gerando a cifra C₁ ; cifrar C₁ com a chave pública de J (Pj ), gerando a cifra C₂ ; transmitir C₂ e um hash H(M) para ser conferido por J.
  5. Ecifrar M com a chave simétrica k, gerando a cifra C; transmitir C e um hash H(M) para ser conferido por J.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — cifrar M com a chave secreta de R (Sr ), gerando a cifra C₁ ; cifrar C₁ com a chave pública de J (Pj ), gerando a cifra C₂ ; transmitir C₂ e um hash H(M) para ser conferido por J.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia: Proteção Integrada

Gabarito: letra D. A alternativa descreve corretamente o processo de assinatura digital seguido de cifração com a chave pública do destinatário, combinado com o envio de um hash para verificação de integridade – provendo simultaneamente confidencialidade, integridade e autenticidade.

A questão testa a compreensão de como aplicar técnicas criptográficas para alcançar múltiplos objetivos de segurança. O cenário é a transmissão de uma mensagem M de R para J, exigindo:

  • Confidencialidade: apenas J deve ler a mensagem.

  • Integridade: a mensagem não deve ser alterada durante o trânsito.

  • Autenticidade: J deve ter certeza de que a mensagem veio de R.

Uma solução clássica é: R assina digitalmente a mensagem com sua chave privada (garantindo autenticidade e não repúdio), depois cifra o resultado com a chave pública de J (garantindo confidencialidade). Além disso, envia um hash da mensagem original para que J possa verificar a integridade.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Cifrar M com chave simétrica k e depois transmitir k e C junto com M em claro é inseguro: a chave k é exposta, quebrando a confidencialidade, e M em claro permite qualquer alteração. Não há autenticidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Cifrar M com a chave secreta de R (Sr) seria uma assinatura (se o algoritmo permitir), mas depois cifrar com a chave secreta de J (Sj) é impossível, pois Sj é privada de J e desconhecida por R. O processo não faz sentido: R não pode cifrar com a chave privada de J. Além disso, não há hash para integridade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Cifrar M com a chave pública de R (Pr) não é útil – isso permitiria que qualquer um com a chave privada de R decifrasse, mas R é o remetente, não o destinatário. Depois cifrar com a chave secreta de R (Sr) seria re-assinar? E ainda enviar M em claro destrói a confidencialidade. Procedimento incoerente.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • Autenticidade: R cifra M com sua chave privada (Sr) – operação de assinatura digital, garantindo que a mensagem só poderia ter vindo de R.

  • Confidencialidade: O resultado C₁ é cifrado com a chave pública de J (Pj), assim apenas J, com sua chave privada, pode decifrar.

  • Integridade: R envia também um hash H(M) da mensagem original. J, após decifrar e verificar a assinatura, recalcula o hash e compara para assegurar que a mensagem não foi alterada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cifrar M com chave simétrica k e transmitir C e o hash resolve integridade parcialmente, mas não há autenticidade (quem cifrou?) e falta o compartilhamento seguro da chave k. J não consegue decifrar sem k.

PEGA ESSA DICA!

Lembre-se do padrão “assinar com a chave privada do remetente, depois cifrar com a chave pública do destinatário”. Esse modelo é usado em protocolos como PGP e S/MIME para prover confidencialidade e autenticidade simultaneamente.

Gabarito: letra D.

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