Questão de Museologia — Memória e Patrimônio Cultural — CESGRANRIO 2024
MuseologiaMemória e Patrimônio Cultural
- Código
- cg022902
- Banca
- CESGRANRIO
- Órgão
- UNEMAT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Museólogo
Numa dimensão mais interna, ela [interação dialógica] se dá entre alunos, técnicos e professores que nele atuam e desenvolvem ações. A esse respeito, a dialogicidade interna deriva, de um lado, do fato de o museu ser um espaço de trabalho interdisciplinar onde cada um aporta seu conhecimento e precisa se abrir aos conhecimentos dos outros. De outro, ocorre porque, frequentemente, as ações têm diferentes desdobramentos e não são unidirecionais: uma pesquisa sobre coleções ou ações do museu pode se tornar uma ação extensionista ou ser a base para uma disciplina.Em dimensão mais externa, o MAE caminha para o entendimento de que as ações são antes produto da colaboração, mais do que um conhecimento que a universidade leva para a sociedade.Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466. v15i30espp247-277. Acesso em: 23 nov. 2023. Os autores, ao realizarem uma reflexão sobre as atividades realizadas pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná, MAE-UFPR, destacam a relevância da “transformação da concepção do museu como ferramenta para externalizar o conhecimento produzido na universidade para uma concepção do museu como espaço de e para o diálogo” e explicam a ocorrência de interação dialógica em diversos planos. Tais perspectivas adotadas pelo MAE-UFPR, alinhadas às diretrizes para a extensão na educação superior brasileira, expressam a relação entre
- Aensino, pesquisa e extensão universitária e museus universitários, priorizando as interações dialógicas externas através das quais a universidade leva o conhecimento para a sociedade.
- Bensino, extensão e museus universitários, na qual os museus devem ser prioritariamente considerados laboratórios de ensino acadêmicos para as disciplinas do ensino superior.
- Cextensão universitária e museus universitários, destacando a possibilidade de centralidade dos museus como espaços privilegiados para a curricularização da extensão, por meio de interações dialógicas internas e externas.
- Dextensão universitária e museus universitários, priorizando as interações dialógicas internas através das quais a universidade leva o conhecimento para alunos e sociedade.
- Epesquisa, extensão e museus universitários, na qual as pesquisas realizadas são centrais para externalizar o conhecimento produzido pela universidade, sendo os demais agentes sociais passivos no processo.