Questão de Matemática — Relações Métricas no Triângulo Retângulo (Inclui Teorema de Pitágoras) — CESGRANRIO 2026
- Código
- cg056872
- Banca
- CESGRANRIO
- Órgão
- Fundação Osorio
- Ano
- 2026
- Cargo
- PEBTT ( )
- A
- B
- C
- D108^o < m < 144^o
- E144^o < m < 180^o
GabaritoC — 72^o < m \leq 108^o
Gabarito: letra C. A altura de 6 cm divide a base AC em segmentos de 4 cm e 9 cm, formando dois triângulos retângulos. Pela relação métrica , temos , o que confirma que o triângulo ABC é retângulo em B. Portanto, o ângulo mede exatamente 90°, que está no intervalo .
A questão explora as relações métricas no triângulo retângulo, um conjunto de fórmulas que conectam a hipotenusa, os catetos, a altura relativa à hipotenusa e as projeções dos catetos sobre ela. Quando traçamos a altura a partir do vértice do ângulo reto, ela divide a hipotenusa em dois segmentos, chamados de projeções. A relação fundamental é que o quadrado da altura é igual ao produto das projeções: . Essa é a chave para resolver o problema.
Vamos aplicar isso ao caso concreto. A altura relativa ao lado AC mede 6 cm e divide esse lado em segmentos de 4 cm e 9 cm. Se o triângulo fosse retângulo em B, a altura relativa à hipotenusa AC satisfaria exatamente a relação . Calculando: e . Como os valores coincidem, a relação é satisfeita, o que prova que o triângulo ABC é retângulo no vértice B. Assim, o ângulo mede 90°.
A recíproca do Teorema de Pitágoras também sustenta essa conclusão. Se em um triângulo o quadrado do maior lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois, então o triângulo é retângulo. Aqui, os lados AB e BC podem ser calculados pelas relações e , onde cm é a hipotenusa. Temos e . Somando: , confirmando que o ângulo oposto ao lado AC (que é o ângulo B) é reto.
A pegadinha da banca está em não perceber que a relação é uma condição necessária e suficiente para que o triângulo seja retângulo. Muitos candidatos podem tentar calcular os lados e usar a lei dos cossenos, mas a verificação direta da relação métrica é mais rápida e elegante. O ângulo de 90° cai no intervalo da alternativa C, que é o único que contém esse valor.
Guarde o critério decisivo: quando a altura relativa a um lado divide esse lado em dois segmentos e o quadrado da altura é igual ao produto desses segmentos, o triângulo é retângulo no vértice oposto a esse lado. É exatamente essa relação que separa as alternativas.
O intervalo corresponde a ângulos agudos bem pequenos. Como demonstrado, o ângulo mede 90°, que está muito acima desse intervalo. A banca tenta induzir o candidato a achar que o ângulo é agudo, talvez por uma leitura apressada das medidas dos segmentos.
O intervalo também contém apenas ângulos agudos. O ângulo de 90° não pertence a esse intervalo. O candidato que não aplicar a relação pode errar o cálculo e chegar a um valor agudo, caindo nesta alternativa.
O intervalo contém o ângulo de 90°. Como a relação é satisfeita (), o triângulo é retângulo em B, e o ângulo mede exatamente 90°. Este é o único intervalo que inclui esse valor.
O intervalo corresponde a ângulos obtusos. O ângulo de 90° não é obtuso, portanto não pertence a esse intervalo. A banca pode tentar confundir o candidato que calcular o ângulo pela lei dos cossenos de forma incorreta, obtendo um valor obtuso.
O intervalo corresponde a ângulos muito obtusos, próximos de 180°. O ângulo de 90° está muito distante desse intervalo. Essa alternativa é um distrator para quem não consegue determinar o ângulo e chuta um valor extremo.
A regra de ouro para levar à prova: em um triângulo, se a altura relativa a um lado o divide em dois segmentos e , e , então o triângulo é retângulo no vértice oposto a esse lado. Essa relação é a forma mais direta de identificar um triângulo retângulo sem calcular todos os lados.
Gabarito: letra C
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