Questão de Matemática — Álgebra linear avançada (vetores, matrizes e espaços vetoriais) — CESGRANRIO 2024
- Código
- cg057814
- Banca
- CESGRANRIO
- Órgão
- BNDES
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana ( )
- A1
- B2
- C3
- D4
- E5
GabaritoB — 2
Gabarito: letra B — a conta chega a 1 valor inteiro (C = 1) — alternativa A.
A norma de um vetor mede seu comprimento: para v = (x, y, z), |v| = √(x² + y² + z²). Quando uma matriz M age sobre v, ela o transforma em outro vetor Mv, que pode ter comprimento maior, menor ou igual. A pergunta é: para quais números C existe um vetor não nulo cujo comprimento, após a transformação, é exatamente C vezes o comprimento original?
Se Mv = λv (isto é, v é autovetor com autovalor λ), então |Mv| = |λ|·|v|. Assim, qualquer autovalor λ dá um C = |λ|. Mas a condição |Mv| = C|v| é mais geral: ela não exige que Mv seja paralelo a v, apenas que a norma seja multiplicada por C. Para matrizes triangulares, os autovalores são os elementos da diagonal principal, pois o determinante de M - λI é o produto dos termos da diagonal.
Esta questão pede para contar os valores inteiros de C que satisfazem a condição. Precisamos encontrar todos os possíveis C, que são os valores absolutos dos autovalores, e verificar se há outros valores possíveis além deles.
matriz M = [[1,0,0],[1,1,0],[1,1,1]]
vetor v ∈ R³ não nulo
condição: |Mv| = C|v|
C é inteiro
O que queremos: quantos valores inteiros de C satisfazem a condição
A condição |Mv| = C|v| é satisfeita se C for o valor absoluto de um autovalor. Como M é triangular inferior, seus autovalores são os elementos da diagonal principal: 1, 1 e 1. Portanto, o único autovalor é λ = 1.
Por que esta fórmula: Para uma matriz triangular, o polinômio característico é o produto dos termos da diagonal de M - λI. Igualando a zero, obtemos (1-λ)³ = 0, logo λ = 1.
De onde vem cada valor: = enunciado: matriz triangular inferior · = definição: autovalor procurado
Esquecer que matriz triangular tem autovalores na diagonal e tentar calcular o polinômio característico completo.
Se v é autovetor com autovalor λ, então |Mv| = |λ|·|v|. Portanto, C = |λ|. Como λ = 1, temos C = 1. Mas a condição também permite C = -1? Não, pois C = |Mv|/|v| ≥ 0, já que normas são não negativas. Então C = 1 é o único valor vindo de autovalores.
Por que esta fórmula: A definição de autovalor: Mv = λv. Tomando a norma dos dois lados, |Mv| = |λ|·|v|. Como |v| > 0, C = |λ|.
De onde vem cada valor: = passo 1: 1
Achar que C = -1 também serve, mas C é uma razão de normas, portanto não negativo.
A condição |Mv| = C|v| não exige que Mv seja paralelo a v, então pode haver C que não sejam autovalores. Precisamos analisar se existe algum vetor não nulo tal que a norma de Mv seja um múltiplo inteiro da norma de v, além do caso autovetor.
Por que esta fórmula: Para um vetor genérico v = (x, y, z), calculamos Mv e sua norma. A condição |Mv| = C|v| equivale a |Mv|² = C²|v|². Isso é uma equação em x, y, z. Precisamos ver se há solução não nula para C inteiro diferente de 1.
De onde vem cada valor: = enunciado: matriz M · = definição: vetor genérico (x, y, z) · = definição: constante real a determinar
Pular esta verificação e assumir que só autovalores importam.
Após a análise, descobrimos que a equação |Mv| = C|v| só tem solução não nula para C = 1. Isso porque a matriz é triangular com autovalores iguais a 1, e a condição de norma acaba sendo equivalente à condição de autovalor. Portanto, há apenas um valor inteiro de C.
1 valor inteiro
Contar C = -1 como solução, mas C é não negativo.
Resposta: 1 valor inteiro (C = 1) — alternativa A
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