Questão de Jornalismo — História dos Jornais Brasileiros — FCC 2013
JornalismoHistória dos Jornais Brasileiros
- Código
- fc000320
- Banca
- FCC
- Órgão
- AL-RN
- Ano
- 2013
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo - Jornalismo
Laudo diz que idosa que teria recebido leite na veia morreu de infecção pulmonar e urináriaRIO − O laudo cadavérico de Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, aponta que a morte da idosa, ocorrida no Posto de Assistência Médica (PAM) de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em outubro de 2012, foi causada por infecção pulmonar e urinária. O documento foi divulgado nesta terça-feira pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), que defende que a morte de Palmerina não teve relação com a dose de café com leite que ela teria recebido na veia, no período em que esteve internada na unidade. O documento, no entanto, ainda não é final, uma vez que aponta que “caso o resultado da coleta de pesquisa toxicológica e pesquisa de substância atípica vir positivo, o laudo final poderá ser modificado”.Ainda segundo o documento, o sangue da idosa tinha aspecto normal e não foram evidenciados sinais de embolia gordurosa cardíaca e pulmonar, o que, segundo o conselho, afasta a possibilidade de a paciente ter recebido a substância na veia. O Conselho afirmou, ainda, que o exame toxicológico que está em aberto seria apenas para efeitos de confirmação.A morte da idosa, que chegou a ficar dez dias internada no PAM, teve grande repercussão. A estagiária de enfermagem Rejane Moreira Telles chegou a declarar que teria trocado os tubos e injetado, sem querer, a bebida em local errado. O auto de exame cadavérico, assinado pelo perito legista Paulo Reigota, não evidencia a presença “de substância atípica (leite)” no sangue da idosa.(Acesso em: O Globo.com, 4 de junho de 2013)O procedimento tomado por diversos veículos jornalísticos em 2012, que contraria o zelo necessário com os direitos do cidadão, foi
- Aaguardar o laudo cadavérico da paciente para depois noticiar a morte por injeção de café com leite.
- Bnoticiar com certeza a causa mortis antes mesmo da conclusão do laudo cadavérico.
- Cprocurar a estagiária para entrevistas sobre o suposto erro de procedimento de enfermagem.
- Douvir a versão da família da paciente que faleceu no PAM de São João de Meriti.
- Eoferecer o direito de resposta proporcional ao agravo, além de indenização por danos morais.