Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FCC 2015
- Código
- fc017997
- Banca
- FCC
- Órgão
- CNMP
- Ano
- 2015
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista do - Contabilidade
- A792.000,00.
- B876.000,00.
- C672.000,00.
- D728.000,00.
- E840.000,00.
GabaritoA — 792.000,00.
Gabarito: letra A (R$ 792.000,00). A reavaliação em 01/01/2013 alterou a vida útil remanescente para 6 anos e o valor residual para R$ 192.000,00. Calcula-se a depreciação de 2012 com a vida original (10 anos, residual R$ 120.000,00) e, a partir de 2013, com nova base depreciável e vida útil restante de 6 anos.
O método adotado é o das quotas constantes (linha reta). A cada período, a depreciação é o quociente entre o valor depreciável (custo menos valor residual) e a vida útil.
Passo a passo:
Depreciação de 2012 (estimativas originais):
Valor depreciável = R$ 1.200.000,00 – R$ 120.000,00 = R$ 1.080.000,00
Vida útil = 10 anos
Depreciação anual = R$ 1.080.000,00 / 10 = R$ 108.000,00
Valor contábil em 01/01/2013 (antes da reavaliação):
Custo – Depreciação acumulada = R$ 1.200.000,00 – R$ 108.000,00 = R$ 1.092.000,00
Reavaliação em 01/01/2013:
Nova vida útil remanescente: 6 anos (a partir de 2013)
Novo valor residual: R$ 192.000,00
Novo valor depreciável = R$ 1.092.000,00 – R$ 192.000,00 = R$ 900.000,00
Nova depreciação anual = R$ 900.000,00 / 6 = R$ 150.000,00
Depreciação de 2013 e 2014:
2013: R$ 150.000,00
2014: R$ 150.000,00
Depreciação acumulada em 31/12/2014:
R$ 108.000,00 (2012) + R$ 150.000,00 (2013) + R$ 150.000,00 (2014) = R$ 408.000,00
Valor contábil em 31/12/2014:
R$ 1.200.000,00 – R$ 408.000,00 = R$ 792.000,00
Valor calculado conforme demonstrado: R$ 792.000,00.
R$ 876.000,00. Esse valor corresponde a ignorar a reavaliação e manter a depreciação original nos três anos (R$ 108.000,00 × 3 = R$ 324.000,00; R$ 1.200.000,00 – R$ 324.000,00 = R$ 876.000,00). É o erro clássico de não considerar a mudança de estimativa.
R$ 672.000,00. Se o candidato aplicasse a nova vida útil de 6 anos ao valor depreciável original (R$ 1.080.000,00 / 6 = R$ 180.000,00) para os três anos, teria depreciação acumulada de R$ 540.000,00 (R$ 180.000,00 × 3) e valor contábil de R$ 660.000,00 (não R$ 672.000,00). Pode ser um erro de cálculo ou interpretação mista.
R$ 728.000,00. Valor próximo ao obtido se a vida útil remanescente fosse 5 anos (R$ 900.000,00 / 5 = R$ 180.000,00; depreciação: R$ 108.000,00 + R$ 180.000,00 × 2 = R$ 468.000,00; valor contábil R$ 732.000,00). O enunciado diz “para 6 anos” e não “remanescente 6 anos”, mas a interpretação correta é que a vida útil total passou a 6 anos? Se fosse total de 6 anos, restariam 5 anos em 2013, e o valor contábil seria R$ 732.000,00 (não R$ 728.000,00). A diferença de R$ 4.000,00 pode ser de arredondamento, mas não corresponde exatamente.
R$ 840.000,00. Se o candidato aplicasse a nova depreciação anual (R$ 150.000,00) apenas sobre os dois anos seguintes (2013 e 2014) sem considerar a depreciação de 2012, teria depreciação acumulada de R$ 300.000,00 e valor contábil de R$ 900.000,00; ou se usasse a vida original com novo residual (R$ 1.200.000,00 – R$ 192.000,00 = R$ 1.008.000,00 / 10 = R$ 100.800,00 por ano, total R$ 302.400,00, valor contábil R$ 897.600,00). Nenhum deles resulta em R$ 840.000,00; provavelmente é o valor do custo menos a nova depreciação anual de R$ 150.000,00 por 2 anos e 5 meses? Não há justificativa simples.
Em questões com reavaliação de vida útil, identifique se a nova vida útil se refere ao total desde a aquisição ou ao prazo restante. Leia atentamente: aqui o enunciado diz “reavaliou a vida útil do equipamento para 6 anos” sem a palavra “remanescente”. Porém, o gabarito oficial adota a interpretação de vida útil remanescente (pois o equipamento já tinha 1 ano de uso). Sempre que houver ambiguidade, teste as duas hipóteses; a que levar a uma das alternativas (e for usual em provas) é a correta.
Gabarito: letra A (R$ 792.000,00).
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