Posicionamento dos Tribunais Superiores em Processo Coletivo e Ações Constitucionais
Gabarito: alternativa C. A afirmativa está incorreta porque inverte o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal: no mandado de segurança individual, após a prestação das informações pela autoridade coatora, a desistência depende da anuência da autoridade coatora ou da entidade estatal interessada, não sendo livre como a alternativa sugere.
A questão cobra conhecimento de jurisprudência pacífica do STF e do STJ sobre ações constitucionais e coletivas. A banca pede a INCORRETA, portanto a letra C é a única afirmação falsa.
Alternativa A — ✅ Correta
O STF consolidou entendimento (Tema 81 da Repercussão Geral) de que, em ações coletivas propostas por associações, a execução individual do título judicial depende de autorização expressa do associado, que pode ser concedida individualmente ou em assembleia. A alternativa reproduz fielmente esse entendimento.
Alternativa B — ✅ Correta
O STJ, em recurso representativo de controvérsia (REsp 1.325.603/PR), firmou que a liquidação e execução individual de sentença genérica proferida em ação civil coletiva podem ser ajuizadas no foro do domicílio do beneficiário, privilegiando o acesso à justiça.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Afirmou que a desistência do mandado de segurança, após prestadas as informações, independe de aquiescência da autoridade coatora ou de eventuais litisconsortes. O STF, no entanto, entende que, após a prestação de informações, o ato de desistência depende de manifestação expressa da autoridade coatora (ou da pessoa jurídica interessada), por já haver interesse público e risco de coisa julgada. A jurisprudência é pacífica nesse sentido (ex.: MS 23.647/DF).
Alternativa D — ✅ Correta
O STJ admite o ingresso de assistentes litisconsorciais na ação popular a qualquer tempo, mesmo após a sentença de mérito, desde que comprovado o requisito da cidadania, nos termos do art. 1º, §3º, da Lei de Ação Popular. Esse entendimento visa ampliar o controle social.
Alternativa E — ✅ Correta
Em ações civis públicas ambientais, o STJ adota o princípio in dubio pro natura, invertendo o ônus da prova e determinando que o empreendedor da atividade potencialmente perigosa demonstre a inexistência de dano ou a segurança do empreendimento. Esse é o entendimento consolidado (ex.: REsp 1.275.293/MG).
Gabarito: letra C — a única alternativa incorreta.