Depreende-se do texto de Drummond sobre árvores e arte
Gabarito: letra E. O texto apresenta o contraste entre o silêncio das árvores e a ânsia humana por comunicação, e mostra como a arte passa a renunciar à simples imitação da natureza, conforme atesta a citação de Apollinaire e a conclusão do autor. As demais alternativas extrapolam ou contradizem o texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não afirma que alguns pintores (como Picasso) conseguem estabelecer efetiva comunicação com a natureza. Pelo contrário, diz que as árvores permanecem mudas e que a arte não rompe esse silêncio. A menção a Picasso indica que ele se afasta da natureza, mas não que outros pintores a capturam.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não discute a bidimensionalidade da pintura nem afirma que os quadros recorrem à exageração para compensar a falta de volume. A árvore colossal de Claude Lorrain é apenas um exemplo, mas o texto não a caracteriza como exagerada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto diz que as árvores de Van Gogh "têm algo de protesto", mas não afirma que a natureza parece falar ou que a pintura é mais eficaz que outras tentativas. Na verdade, a arte é apresentada como um processo que termina na renúncia à imitação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto afirma explicitamente que a arte não incorpora a árvore à nossa atmosfera: "mas esse artifício não nos ilude". Logo, o mutismo das árvores não é rompido pela arte.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto todo desenvolve o contraste: de um lado, as árvores "guardam um silêncio"; do outro, os humanos desejam que falem. A arte inicialmente tenta capturá-las, mas, como mostra o documentário "Decadência da Árvore" e a citação de Apollinaire, "já não a imitam". Conclui-se que "renunciamos assim às árvores". Portanto, a alternativa sintetiza corretamente a ideia central.