Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc020335
Banca
FCC
Órgão
METRÔ-SP
Ano
2015
Nível
Médio
Cargo
Agente de Segurança Metroviária I
De acordo com o texto,
  1. Aembora Rosinha negue-se, de início, a dar prosseguimento à discussão de Alfredo, termina por oferecer-lhe a metáfora que define seus objetivos como casal, o restaurante a quilo, em que se pode escolher o que se deseja.
  2. Ba discussão entabulada por Alfredo, que estabelece uma equivalência entre a vida e a dinâmica do restaurante, encontra oposição na voz de Rosinha, cujos argumentos apenas se confirmam com a reviravolta ao fim do texto.
  3. Carticula-se, em forma de diálogo, a comparação da vida a um cardápio de restaurante, cujas possibilidades abrem espaço para o questionamento de nosso livre arbítrio.
  4. Dainda que a comparação com um cardápio tenha um caráter bastante material, leva os interlocutores do diálogo a pensarem em suas implicações metafísicas, a ponto de esquecerem que pediram dois chopes ao garçom.
  5. Erevela-se, a partir da discussão entre um casal, a tentativa de compreensão do destino que é assinalado a todos, o qual restringe as escolhas e as possibilidades de mudança na vida dos personagens.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — articula-se, em forma de diálogo, a comparação da vida a um cardápio de restaurante, cujas possibilidades abrem espaço para o questionamento de nosso livre arbítrio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A Metáfora do Cardápio: Livre Arbítrio em Discussão

Gabarito: letra C. A alternativa C parafraseia fielmente o núcleo do texto: Alfredo propõe a comparação da vida a um cardápio, e essa imagem leva o casal a refletir sobre as escolhas que fazem – ou seja, sobre o livre arbítrio. A passagem que ancora essa leitura está logo no início:

"− E se a vida for como um cardápio? [...] − Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado."

O restante do diálogo desenvolve esse questionamento, com Rosinha rebatendo a ideia, mas o tema central é exatamente a possibilidade de escolher – livre arbítrio.


Alternativa A — ❌ Incorreta

"embora Rosinha negue-se, de início, a dar prosseguimento à discussão de Alfredo, termina por oferecer-lhe a metáfora que define seus objetivos como casal, o restaurante a quilo, em que se pode escolher o que se deseja."

Erro: extrapolação. Rosinha realmente usa a metáfora do restaurante a quilo, mas não para definir objetivos como casal – ela a usa para contestar a visão de Alfredo, dizendo que na vida "a gente tem que ir buscar". O texto não diz que ela define objetivos; ela apenas refuta a ideia do cardápio.

"− Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self-service, entende?"


Alternativa B — ❌ Incorreta

"a discussão entabulada por Alfredo, que estabelece uma equivalência entre a vida e a dinâmica do restaurante, encontra oposição na voz de Rosinha, cujos argumentos apenas se confirmam com a reviravolta ao fim do texto."

Erro: contradiz o texto. A reviravolta (garçom servindo dois chopes sem pedido) surpreende ambos, não confirma os argumentos de Rosinha. Ela não dizia que algo assim aconteceria; pelo contrário, ela negava a ideia de Alfredo. O episódio final é inesperado para os dois.

"Alfredo e Rosinha trocaram olhares de espanto e antes que pudessem dizer que ainda não haviam pedido nada, o garçom falou com voz grave: − Cortesia da casa."


Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"articula-se, em forma de diálogo, a comparação da vida a um cardápio de restaurante, cujas possibilidades abrem espaço para o questionamento de nosso livre arbítrio."

Prova no texto: O texto inteiro é um diálogo em que Alfredo propõe a comparação e Rosinha questiona. A fala de Alfredo: "Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar sabores novos, mais sofisticados..." Isso levanta a questão: estamos escolhendo por nós mesmos? É exatamente o livre arbítrio. A alternativa não acrescenta nada que não esteja no texto.


Alternativa D — ❌ Incorreta

"ainda que a comparação com um cardápio tenha um caráter bastante material, leva os interlocutores do diálogo a pensarem em suas implicações metafísicas, a ponto de esquecerem que pediram dois chopes ao garçom."

Erro: extrapolação + contradita. O texto não diz que eles pediram os chopes; o garçom os serve como cortesia, e eles se espantam porque não pediram. Portanto, não houve esquecimento. Além disso, o texto não afirma que eles pensaram em implicações metafísicas "a ponto de" esquecer algo – a fala de Alfredo sobre "Grand Chef" é metafísica, mas o esquecimento não é mencionado.


Alternativa E — ❌ Incorreta

"revela-se, a partir da discussão entre um casal, a tentativa de compreensão do destino que é assinalado a todos, o qual restringe as escolhas e as possibilidades de mudança na vida dos personagens."

Erro: contradiz o texto. Alfredo defende justamente o contrário: que eles podem ampliar as escolhas, fazer opções mais ousadas. Ele diz: "Podemos fazer opções mais ousadas." Não há restrição de destino; há defesa da liberdade de escolha. Rosinha crítica, mas não defende um destino restritivo.

"− Alfredo, nós estamos nesse nível. Podemos fazer opções mais ousadas."


Conclusão: A única alternativa que se mantém estritamente dentro do que o texto diz, sem extrapolar ou contradizer, é a C. Ela capta a essência do diálogo: a comparação da vida a um cardápio levanta a questão do livre arbítrio.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/fc020335