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Questão de Administração Pública — Modelos teóricos de Administração Pública — FCC 2015

Administração PúblicaModelos teóricos de Administração Pública
Código
fc021121
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PI
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Analista do Tesouro Estadual - Conhecimentos Gerais
Entre as características do modelo de gestão administrativa patrimonialista pode ser apontado, em uma análise crítica,
  1. Aa ausência de carreiras administrativas, bem assim de clara distinção entre patrimônio público e privado.
  2. Bo excesso de verticalização e padronização dos procedimentos.
  3. Ca estrutura hierárquica inflexível, afastando a meritocracia e propiciando o abuso de poder pela autoridade central.
  4. Do apego exagerado às regras, privilegiando a forma em detrimento do interesse do cidadão.
  5. Ea excessiva ênfase no conceito de supremacia do interesse público sobre o privado, colocando o administrado a serviço do Estado e não o contrário.
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GabaritoA — a ausência de carreiras administrativas, bem assim de clara distinção entre patrimônio público e privado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelos Teóricos de Administração Pública: Patrimonialismo

Gabarito: letra A. O modelo patrimonialista caracteriza-se pela ausência de separação entre o patrimônio público e o privado e pela inexistência de carreiras administrativas organizadas. O soberano tratava o Estado como propriedade pessoal, distribuindo cargos como prebendas (sinecuras) a parentes e aliados, sem critérios de mérito ou profissionalização. É exatamente o que aponta a alternativa A.

A banca testa a capacidade de distinguir o patrimonialismo dos modelos burocrático e gerencial, que surgiram posteriormente. Enquanto o patrimonialismo é marcado pela confusão entre público e privado, o modelo burocrático introduziu a impessoalidade, a hierarquia formal e a meritocracia; o gerencial, por sua vez, foca em resultados e eficiência.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa capta as duas características nucleares do patrimonialismo: ausência de carreiras (os cargos eram de livre nomeação e hereditários) e falta de distinção entre patrimônio público e privado (o soberano usava os bens públicos como seus). O conteúdo de apoio confirma: "não havia distinção entre a administração e a propriedade de bens públicos e bens particulares" e "não existiam carreiras organizadas".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Excesso de verticalização e padronização dos procedimentos" é característica do modelo burocrático, que busca uniformidade e hierarquia rígida para garantir previsibilidade. No patrimonialismo, a administração era desorganizada, sem padronização e baseada na vontade pessoal do soberano.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Estrutura hierárquica inflexível, afastando a meritocracia" descreve a burocracia weberiana (hierarquia rígida). O patrimonialismo também afasta a meritocracia, mas não por excesso de hierarquia; ele simplesmente não tinha carreiras nem concursos — os cargos eram dados por confiança pessoal, independentemente de mérito. A inflexibilidade hierárquica é típica do modelo burocrático.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Apego exagerado às regras, privilegiando a forma em detrimento do interesse do cidadão" é uma crítica clássica ao modelo burocrático (disfunções da burocracia: formalismo, rigidez). O patrimonialismo não se prende a regras formais; ao contrário, age com discricionariedade e arbitrariedade, sem procedimentos padronizados.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Excessiva ênfase no conceito de supremacia do interesse público sobre o privado" inverte a lógica do patrimonialismo. Neste modelo, o interesse privado do soberano e de seus aliados se sobrepõe ao interesse público. A supremacia do interesse público é um princípio do Direito Administrativo moderno, associado aos modelos republicano e gerencial, não ao patrimonialismo.

NÃO CAIA NESSA!

As alternativas B, C e D descrevem características da burocracia (verticalização, hierarquia rígida, apego a regras), e não do patrimonialismo. O candidato pode confundir os modelos, especialmente porque ambos são anteriores ao gerencialismo. A alternativa E inverte o princípio da supremacia do interesse público, que é oposto ao patrimonialismo. Fique atento: o patrimonialismo é o primeiro modelo, marcado pela confusão entre público e privado, nepotismo e ausência de profissionalização.

Gabarito: letra A.

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