Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — FCC 2015
Português›Redação - Reescritura de texto
Código
fc021156
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PI
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Analista do Tesouro Estadual - Conhecimentos Gerais
A lanterninha Apaguei todas as luzes, e não foi por economia; foi porque me deram uma lanterna de bolso, e tive a ideia de fazer a experiência de luz errante. A casa, com seus corredores, portas, móveis e ângulos que recebiam iluminação plena, passou a ser um lugar estranho, variável, em que só se viam seções de paredes e objetos, nunca a totalidade. E as seções giravam, desapareciam, trans- formavam-se. Isso me encantou. Eu descobria outra casa dentro da casa. A lanterna passava pelas coisas com uma fantasia criativa e destrutiva que subvertia o real. Mas que é o real, senão o acaso da iluminação? Apurei que as coisas não existem por si, mas pela claridade que as modela e projeta em nossa percepção visual. E que a luz é Deus. A partir daí entronizei minha lanterninha em pequeno nicho colocado na estante, e dispensei-me de ler os tratados que me perturbavam a consciência. Todas as noites retiro-a de lá e mergulho no divino. Até que um dia me canse e tenha de inventar outra divindade. (ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985, p. 25)Atente para a seguinte frase do texto: A lanterna passava pelas coisas com uma fantasia criativa e destrutiva que subvertia o real.Uma nova, clara e correta redação revela adequada compreensão do que diz a frase acima em:
AAo passar pelas coisas, a iluminação da lanterna fantasiosa criava o real, para em seguida destruí-lo.
BO real ficava subvertido pela ação da lanterna, da fantasia que criava e destruía as coisas.
CA realidade das coisas projetava sua fantasia criativa conforme passava por ela a luz da lanterna.
DPassando pelas coisas, a lanterna acesa fantasiava e destruía a subversão do real iluminado.
EA fantasia e a criação da lanterna, cuja luz passava pelas coisas, subvertia-se diante do real
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GabaritoB — O real ficava subvertido pela ação da lanterna, da fantasia que criava e destruía as coisas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reescritura de segmento textual — manutenção do sentido original
Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que parafraseia corretamente a frase original, preservando o sentido de que a fantasia criativa e destrutiva da lanterna subvertia o real. A banca cobra a capacidade de reescrever sem alterar as relações lógicas e sem acrescentar informações que não estão no texto.
Na frase original: "A lanterna passava pelas coisas com uma fantasia criativa e destrutiva que subvertia o real." O sujeito da subversão é a fantasia (criativa e destrutiva) da lanterna. A alternativa B reestrutura a oração: "O real ficava subvertido pela ação da lanterna, da fantasia que criava e destruía as coisas." Isso mantém a ideia central: a fantasia (que cria e destrói) é o agente da subversão do real. A troca de "subvertia" por "ficava subvertido" é uma voz passiva sintática que não altera o sentido.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Ao passar pelas coisas, a iluminação da lanterna fantasiosa criava o real, para em seguida destruí-lo."
Erro: troca de conceito (extrapolação). O texto original não afirma que a lanterna cria o real, mas que subverte o real (altera a percepção). A alternativa A acrescenta uma ação de criação e destruição sequencial que não está no texto, distorcendo o sentido.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O real ficava subvertido pela ação da lanterna, da fantasia que criava e destruía as coisas."
Equivalente ao original. A expressão "fantasia que criava e destruía as coisas" corresponde a "fantasia criativa e destrutiva"; "subvertia o real" foi convertido em "ficava subvertido". A relação agente-paciente se mantém.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A realidade das coisas projetava sua fantasia criativa conforme passava por ela a luz da lanterna."
Erro: inversão de sujeito. O original diz que a lanterna (com sua fantasia) subverte o real; aqui a realidade projeta sua fantasia. Além disso, a luz da lanterna é apenas o veículo, e o texto não diz que a realidade projeta fantasia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Passando pelas coisas, a lanterna acesa fantasiava e destruía a subversão do real iluminado."
Erro: contradiz o texto. Em vez de subverter o real, a alternativa afirma que a lanterna destrói a subversão, ou seja, faz o oposto. Além disso, "subversão do real" aparece como objeto, não como efeito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"A fantasia e a criação da lanterna, cuja luz passava pelas coisas, subvertia-se diante do real"
Erro: inversão do sentido. A fantasia subverte-se a si mesma diante do real, enquanto o original afirma que ela subverte o real. O pronome "se" indica reflexividade, o que altera totalmente a relação.
PEGA ESSA DICA!
Na reescritura, identifique claramente o sujeito e o verbo da ação principal. Desconfie de alternativas que trocam o agente ou acrescentam etapas não mencionadas no texto.