Questão de Contabilidade Geral — Amortização, Depreciação e Exaustão — FCC 2015
Contabilidade Geral›Amortização, Depreciação e Exaustão
Código
fc021670
Banca
FCC
Órgão
TCE-CE
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Externo-Ciências Contábeis
A Cia. Imobi & Liza adquiriu, em 31/12/2012, um equipamento por R$ 238.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada do equipamento na data de aquisição foi 20 anos e o valor residual R$ 18.000,00. Em 31/12/2013, a empresa revisou a vida útil remanescente da máquina para 10 anos e estimou um novo valor residual em R$ 10.000,00. Com base nestas informações, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Imobi & Liza, em 31/12/2014, foi, em reais,
A216.000,00.
B205.300,00.
C179.100,00.
D195.300,00.
E188.100,00.
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GabaritoB — 205.300,00.
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Depreciação — Revisão da Vida Útil e Valor Residual
Gabarito: letra B (R$ 205.300,00). O valor contábil em 31/12/2014 é obtido aplicando-se a depreciação anual de 2013 (com estimativas originais) e, após a revisão em 31/12/2013, recalcula-se a depreciação para 2014 com base no valor contábil revisado, vida útil remanescente de 10 anos e novo valor residual de R$ 10.000,00.
A banca testa o tratamento contábil de mudança de estimativa de depreciação, previsto no Art. 183, § 3º, II da Lei 6.404/1976 e no NBC TG 01 (R1), item 63. A depreciação deve ser recalculada prospectivamente a partir da data da revisão.
Cálculo passo a passo
Depreciação de 2013 (estimativas originais):
Custo: R$ 238.000,00
Valor residual original: R$ 18.000,00
Valor depreciável: R$ 238.000,00 – R$ 18.000,00 = R$ 220.000,00
O candidato pode erroneamente continuar aplicando a depreciação original de R$ 11.000,00 para 2014, obtendo R$ 216.000,00 (alternativa A), ou recalcular a depreciação a partir do custo original, ignorando a depreciação já registrada. Lembre-se: a mudança de estimativa é prospectiva — o valor contábil já depreciado serve de base para o novo cálculo.
Art. 183, §3Lei-6404
Art. 183, § 3º, II — "A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização."
NBC-TG-01-63
"Depois do reconhecimento da perda por desvalorização, a despesa de depreciação, amortização ou exaustão do ativo deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo de sua vida útil remanescente."
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
R$ 216.000,00. Corresponde a subtrair duas depreciações de R$ 11.000,00 (total R$ 22.000,00) do custo, ignorando a revisão de estimativa. Erro: não aplica a mudança prospectiva.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
R$ 205.300,00. Conforme cálculo detalhado acima, reflete corretamente a depreciação de 2013 com as estimativas originais e a depreciação de 2014 com as estimativas revisadas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
R$ 179.100,00. Valor muito baixo. Possível erro: aplicar a nova depreciação de R$ 21.700,00 sobre o custo integral (R$ 238.000,00) por dois anos, ou usar vida útil total de 20+10 de forma incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
R$ 195.300,00. Próximo, mas incorreto. Pode resultar de usar valor residual original (R$ 18.000) no novo cálculo ou erro na base depreciável.
Alternativa E — ❌ Incorreta
R$ 188.100,00. Outro valor intermediário, provavelmente de cálculo com alíquotas misturadas (ex.: depreciar R$ 220.000 em 10 anos + ajuste parcial).
Conclusão: A única alternativa que segue corretamente a NBC TG 01 e a Lei 6.404/76 é a letra B.