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Questão de Direito Tributário — ISSQN — FCC 2015

Direito TributárioISSQN
Código
fc022410
Banca
FCC
Órgão
TCM-RJ
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Auditor-Substituto de Conselheiro
A isenção de ISSQN sobre a prestação de serviços públicos objetos de contrato de Parceria Público Privada concedida por lei pelo próprio Município que seja o parceiro público é
  1. Amedida conveniente e oportuna, pois não faz sentido tornar o serviço público municipal mais oneroso por conta do ISSQN que poderia ser arrecadado pelo próprio Município.
  2. Binconstitucional, pois depende de convênio firmado entre os Municípios.
  3. Cconstitucional, pois o Município tem o poder de tributar bem como o de isentar do ISSQN, observados, dentre outros, os princípios da legalidade, isonomia, capacidade contributiva e o interesse público.
  4. Dconstitucional, pois na falta de disposição de lei complementar dispondo sobre os procedimentos relativos à concessão de benefícios, os Municípios têm a competência plena para concedê-los mediante lei.
  5. Einconstitucional, independentemente da edição de lei ordinária municipal ou do interesse público relativo à modicidade tarifária do serviço público objeto da Parceria Público Privada.
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GabaritoE — inconstitucional, independentemente da edição de lei ordinária municipal ou do interesse público relativo à modicidade tarifária do serviço público objeto da Parceria Público Privada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

ISSQN e Parceria Público-Privada (PPP)

Gabarito: letra E. A isenção de ISSQN sobre serviços prestados em contrato de PPP, concedida pelo próprio município parceiro, é inconstitucional, independentemente de lei municipal ou da modicidade tarifária. Isso porque a concessão de benefícios fiscais do ISSQN deve observar a Lei Complementar 116/2003, que regulamenta a matéria, e o princípio da isonomia, não sendo permitida a criação de regimes especiais que favoreçam determinados contribuintes sem critérios gerais.

A questão aborda a competência municipal para isentar o ISSQN, mas com a limitação imposta pelo sistema tributário nacional. A Lei Complementar 116/2003, em seu artigo 2º, II, estabelece que os municípios devem seguir as normas gerais para concessão de isenções. A isenção específica para PPP viola a igualdade entre os prestadores de serviço e a livre concorrência, sendo, portanto, inconstitucional.

Alternativa

Posição sobre a isenção de ISSQN em PPP

Fundamento principal

Constitucionalidade

A

Medida conveniente e oportuna

Razões econômicas e de política fiscal

❌ Incorreta

B

Inconstitucional, depende de convênio

Exigência de convênio entre municípios

❌ Incorreta

C

Constitucional

Poder de tributar e isentar do município

❌ Incorreta

D

Constitucional, competência plena na falta de lei complementar

Lacuna normativa

❌ Incorreta

E

Inconstitucional

Violação da Lei Complementar 116/2003 e do princípio da isonomia

✅ Correta

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a isenção é medida conveniente e oportuna por razões econômicas. O argumento é de política fiscal, não jurídico. A constitucionalidade não se avalia por conveniência, mas pela compatibilidade com a ordem tributária. A isenção, no caso, é inconstitucional, independentemente de sua oportunidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que a isenção depende de convênio entre municípios. Não há previsão legal ou constitucional que exija convênio para que um município conceda isenção de ISSQN. A inconstitucionalidade não decorre da ausência de convênio, mas da violação a princípios e normas supra.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que a isenção é constitucional porque o município tem poder de tributar e isentar. De fato, a competência é plena (art. 6º do CTN), mas sujeita a limitações constitucionais e legais. A Lei Complementar 116/2003 impõe regras para a concessão de benefícios fiscais (conforme questão 4 do material de apoio): a forma e as condições devem ser observadas. A isenção em PPP, por ser específica e sem critérios gerais, desrespeita tais limitações.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Defende que, na falta de disposição de lei complementar, o município teria competência plena. Contudo, a Lei Complementar 116/2003 existe e regula a matéria (art. 2º e seguintes). Portanto, não há lacuna; o município deve segui-la. A isenção em PPP não se enquadra nas hipóteses previstas na LC, sendo inválida.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que a isenção é inconstitucional, independentemente de lei ordinária municipal ou do interesse público. Correta. A inconstitucionalidade decorre da violação ao princípio da isonomia (art. 150, II, CF) e à necessidade de observância das normas gerais da Lei Complementar 116/2003. A modicidade tarifária não justifica a renúncia discriminatória de receita. Esse entendimento é pacífico na doutrina e na jurisprudência do STF.

Gabarito: letra E.

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