Questão de Contabilidade Geral — Operações com Mercadorias — FCC 2015
- Código
- fc023386
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRE-AP
- Ano
- 2015
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Contabilidade
- A900.000,00.
- B596.000,00.
- C620.000,00.
- D636.000,00.
- E796.000,00.
GabaritoC — 620.000,00.
Gabarito: letra C – R$ 620.000,00. O lucro bruto é a diferença entre a receita líquida de vendas (R$ 2.500.000) e o custo da mercadoria vendida (CMV). O CMV corresponde a 80% do custo total de aquisição do lote, que inclui todos os gastos necessários para colocar a mercadoria em condições de venda, exceto tributos recuperáveis. O custo total é de R$ 2.350.000, e o CMV é de R$ 1.880.000, resultando no lucro de R$ 620.000.
O cálculo do custo de aquisição segue a regra do Regulamento do Imposto de Renda (art. 289, §§ 1º a 3º do RIR/99): integram o custo os gastos com transporte, seguro, tributos não recuperáveis e desembaraço aduaneiro. Os tributos recuperáveis (como ICMS, PIS, COFINS) são excluídos do custo, sendo registrados como créditos fiscais. No caso, os R$ 30.000 de impostos nacionais recuperáveis não entram no custo.
Custo total de aquisição do lote:
Preço ao fornecedor: R$ 2.000.000
Frete marítimo: R$ 200.000
Taxas alfandegárias: R$ 80.000
Imposto de importação (não recuperável): R$ 20.000
Transporte do porto à sede: R$ 50.000
Total do custo: R$ 2.350.000 (impostos recuperáveis de R$ 30.000 não incluídos)
Custo da Mercadoria Vendida (CMV):
Vendeu 80% do lote: 80% × R$ 2.350.000 = R$ 1.880.000
Receita líquida de vendas: R$ 2.500.000 (já líquida dos tributos sobre venda)
Lucro Bruto: R$ 2.500.000 – R$ 1.880.000 = R$ 620.000
Esse valor ignora os gastos adicionais ou considera apenas o preço de compra como custo (80% × R$ 2.000.000 = R$ 1.600.000; receita R$ 2.500.000 – R$ 1.600.000 = R$ 900.000). Mas todos os gastos necessários até a disponibilidade para venda devem ser incorporados ao custo.
Provavelmente resulta de erro ao incluir os R$ 30.000 de impostos recuperáveis no custo, ou de outro equívoco no cálculo percentual.
Conforme demonstrado, é o resultado correto.
Pode decorrer da inclusão dos R$ 30.000 recuperáveis no custo (R$ 2.380.000 × 80% = R$ 1.904.000; receita R$ 2.500.000 – R$ 1.904.000 = R$ 596.000? Não fecha; talvez outro erro aritmético).
Se o CMV fosse apenas o preço de compra (R$ 1.600.000) e a receita bruta sem dedução de tributos, o lucro seria maior. Mas a receita já é líquida, e o custo correto é R$ 1.880.000.
A banca testa o conhecimento de que tributos recuperáveis não integram o custo do estoque. O candidato desatento pode somar os R$ 30.000 ao custo, obtendo R$ 2.380.000, e então calcular CMV de R$ 1.904.000, resultando em lucro de R$ 596.000 (alternativa B). Outra armadilha é esquecer de incluir os gastos com frete, taxas e imposto de importação, usando apenas o valor pago ao fornecedor.
Para questões de importação, lembre-se: todos os gastos até a entrada da mercadoria no estabelecimento (transporte, seguro, impostos não recuperáveis, desembaraço) compõem o custo. Tributos recuperáveis (ICMS, PIS, COFINS) são contabilizados como créditos, não como parte do custo.
Gabarito: letra C — R$ 620.000,00.
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