Gestão de Conflitos - Terceira Parte
Gabarito: letra B. A questão aborda a figura do mediador como terceiro neutro que facilita a negociação entre as partes, sem poder coercitivo ou decisório, apenas sugerindo alternativas. As demais alternativas confundem os papéis de árbitro, conciliador, consultor e superior hierárquico.
Critério | Mediador | Árbitro | Conciliador | Consultor | Superior hierárquico |
|---|
Quem decide | As partes | O terceiro (sentença arbitral) | As partes | As partes | O superior |
Poder do terceiro | Facilita, sugere (sem coerção) | Impõe decisão vinculante | Aproxima, sugere (sem imposição) | Aconselha, orienta | Determina (autoridade) |
Natureza da intervenção | Neutra, não decisória | Decisória (julgamento) | Ativa, propositiva | Técnica, consultiva | Hierárquica, impositiva |
Alternativa A — ❌ Incorreta
Atribui ao superior hierárquico o papel de "determinar quem deve ceder", o que é uma abordagem de autoridade, não de terceira parte neutra. O superior hierárquico decide com base em sua posição, diferentemente do mediador, que não impõe decisão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define corretamente o mediador: elemento neutro que facilita a solução negociada, com sugestão de alternativas, sem caráter coercitivo. É a figura adequada quando se deseja resolver o conflito por meio do diálogo com auxílio de um terceiro imparcial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve o árbitro como alguém que "persuade as partes na construção de uma solução intermediária". Na arbitragem, o terceiro tem poder de decisão e impõe uma solução (sentença arbitral), não apenas persuade. O papel de persuadir é mais próximo da mediação ou conciliação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o consultor é utilizado quando as partes delegam a decisão a um terceiro imparcial. Na consultoria, o profissional aconselha, mas a decisão permanece com as partes. A delegação de decisão é característica da arbitragem, não da consultoria.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Apresenta o conciliador como elemento com "autoridade para ditar um acordo". O conciliador aproxima as partes e sugere soluções, mas não tem poder de impor um acordo; este é voluntário. A autoridade para ditar acordo é própria do árbitro (na arbitragem) ou do juiz (no âmbito judicial).
Gabarito: letra B.