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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc024390
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Odontologia-Endodontia
O diálogo que se desenvolve a partir do 5° parágrafo
  1. Acontrasta a altura do empregado com a pequenez inicial de seu salário, de maneira que se compreenda a prosperidade da nova condição de assalariado
  2. Bevidencia, em frases como Tu vales muito mais que uma galinha, o valor humano que passam a ter os que eram antes considerados simples mercadoria.
  3. Cilustra, em frases como Artura não qué dizê nada, não, senhô..., a mentalidade a que estava condicionado o escravo, que chega a falar em detrimento de si próprio.
  4. Dprevê o novo padrão das relações de trabalho, pautado por diálogo e negociação de direitos, persistente até a atualidade com empregados domésticos.
  5. Edemonstra a afeição que ligava senhor e escravo, rompida com o fim do regime de escravidão, como se pode ver nos parágrafos seguintes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — ilustra, em frases como Artura não qué dizê nada, não, senhô..., a mentalidade a que estava condicionado o escravo, que chega a falar em detrimento de si próprio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Questão sobre o diálogo entre narrador e Pancrácio

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que capta a intenção crítica do texto: mostrar que, mesmo após a alforria, o escravo mantém a mentalidade submissa, falando em detrimento de si próprio. A frase “Artura não qué dizê nada, não, senhô...” revela a internalização da inferioridade – Pancrácio minimiza sua própria altura, sinal de que a liberdade formal não alterou sua condição psicológica.

A chave de resolução está em perceber a ironia do narrador: ele finge generosidade, mas continua a maltratar Pancrácio (petelecos, pontapés, xingamentos). O diálogo não deve ser lido ao pé da letra.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o texto contrasta altura e salário para compreender a prosperidade do assalariado. O texto não mostra prosperidade; pelo contrário, o salário é descrito como “pequeno” e o narrador logo depois agride o ex-escravo. A alternativa contradiz o texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Toma a frase “Tu vales muito mais que uma galinha” como prova de valor humano. No contexto, o narrador ironiza: comparar alguém a uma galinha é rebaixá-lo. Além disso, ele promete salário miserável e continua a tratá-lo como objeto. Há troca de sentido: o irônico é lido como literal.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fala “Artura não qué dizê nada, não, senhô...” ilustra a mentalidade condicionada do escravo, que se desvaloriza. O texto confirma essa submissão: Pancrácio aceita tudo, agradece e até parece alegre com os maus-tratos. O erro está na interiorização da servidão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa projeta um “novo padrão de relações de trabalho baseado em diálogo e negociação”, mas o texto mostra imposição e violência. Não há negociação: o narrador dita as condições e Pancrácio aceita passivamente. Extrapola para o mundo real sem base no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o diálogo demonstra afeição entre senhor e escravo, rompida com a abolição. O texto prova o contrário: o narrador dá petelecos, pontapés e xinga Pancrácio. Não há afeição, e a relação não se rompe; apenas se transforma em exploração disfarçada. Contradiz o texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ironia – uma fala aparentemente elogiosa (B) é usada para enganar o leitor desatento. É preciso desconfiar do tom do narrador e ver o que vem depois.

PEGA ESSA DICA!

Em textos de Machado de Assis, a ironia é constante. Nunca tome uma fala do narrador como verdade absoluta; verifique as ações que a seguem.

Gabarito: letra C.

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