Questão de História — República Autoritária : 1964- 1984 — FCC 2015
História›República Autoritária : 1964- 1984
Código
fc025405
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - História
Nos anos 1970, movimentos populares, como o “Movimento contra a Carestia”,
Areivindicavam sua inserção no chamado Milagre Brasileiro, modelo de crescimento econômico que contemplou programas sociais aos mais pobres, porém mantendo alijada do seleto mercado consumidor a classe média, que se sentiu desfavorecida.
Bprotestavam contra a ditadura, utilizando como subterfúgio a reivindicação por melhorias nas condições de vida que, no entanto, não era a pauta real das camadas populares, instrumentalizadas politicamente.
Ctiveram papel importante no processo de transição democrática ao expressarem demandas populares e conquistarem o apoio de sindicatos, associações de bairros e setores importantes da Igreja Católica, como a CNBB.
Dforam reprimidos violentamente, a exemplo do caso Rio Centro, mas o governo militar, diante da péssima repercussão internacional e das denúncias na imprensa, foi obrigado a recuar e em seguida sucumbiu à campanha pelas Diretas Já.
Eaglutinaram milhares de manifestantes em várias capitais do país, impulsionados pelos altos índices de desemprego e custo de vida, bem como pela indignação provocada pela Lei de Anistia, que previa pensão estatal a ex-presos e exilados políticos.
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GabaritoC — tiveram papel importante no processo de transição democrática ao expressarem demandas populares e conquistarem o apoio de sindicatos, associações de bairros e setores importantes da Igreja Católica, como a CNBB.
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Movimentos populares na década de 1970 e a transição democrática
Gabarito: letra C. O Movimento contra a Carestia, que surgiu no contexto de crise econômica e arrocho salarial do final do "milagre brasileiro", foi uma expressão legítima das camadas populares e contribuiu para a redemocratização ao articular sindicatos, associações de bairro e setores da Igreja Católica, como a CNBB. Esse papel é reconhecido na historiografia como parte do processo de abertura política "lenta, gradual e segura" iniciado no governo Geisel.
O material de apoio descreve como, a partir do governo Geisel (1974-1979), a crise econômica e o descontentamento popular cresceram, e o regime iniciou a distensão. Movimentos como o "Movimento contra a Carestia" (década de 1970) ganharam força e foram importantes para pressionar a redemocratização, contando com o apoio de setores organizados da sociedade civil, incluindo a Igreja Católica, que era uma das poucas instituições com capacidade de criticar abertamente o regime.
1Governo Geisel inicia distensão
2Crise econômica e arrocho salarial
3Movimentos populares (ex.: Carestia)
4Apoio de sindicatos, bairros e Igreja
5Pressão pela redemocratização
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o movimento reivindicava inserção no Milagre Brasileiro e que este contemplou programas sociais aos mais pobres. Na realidade, o Milagre Econômico (1968-1973) beneficiou principalmente o capital estrangeiro e as empresas estatais, com arrocho salarial e aumento da desigualdade. O Movimento contra a Carestia lutava contra o alto custo de vida, não buscava inserção no milagre.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sustenta que a pauta da carestia era um subterfúgio e que as camadas populares foram instrumentalizadas politicamente. Isso é falso: a carestia era um problema real e os movimentos populares tinham demandas autênticas. Não se tratava de manipulação, mas de expressão genuína do descontentamento.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o papel do Movimento contra a Carestia na transição democrática: ele expressou demandas populares e conquistou o apoio de sindicatos (como os metalúrgicos do ABC), associações de bairro e setores progressistas da Igreja Católica, especialmente a CNBB, que atuava na defesa dos direitos humanos. Essa aliança fortaleceu a oposição ao regime e contribuiu para o avanço da abertura.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Cita o caso Rio Centro (atentado de 1981) e afirma que o governo recuou e sucumbiu à campanha das Diretas Já. Há um anacronismo: o Movimento contra a Carestia é anterior a esses eventos. O caso Rio Centro foi um atentado do próprio regime, não uma repressão a esse movimento específico. Além disso, as Diretas Já ocorreram em 1984, após o movimento já ter perdido força.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que o movimento foi impulsionado pela indignação com a Lei de Anistia (1979), que supostamente previa pensão a ex-presos e exilados. A Lei de Anistia de 1979 foi uma anistia política recíproca (aos crimes de ambos os lados), não uma pensão. O movimento contra a carestia antecedeu a anistia e tinha como causas o desemprego e o custo de vida, não a anistia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura eventos de diferentes momentos da ditadura (caso Rio Centro, Diretas Já, Lei de Anistia) para confundir o candidato. É comum que questões sobre movimentos populares dos anos 70 cobrem a cronologia correta: primeiro o "milagre" e a crise (1973-74), depois o crescimento dos movimentos (1975-78) e, por fim, a abertura política (1979-85). Lembre-se de que o Movimento contra a Carestia é tipicamente situado nos anos 1970, não no período das Diretas Já.