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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc026108
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2015
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
Está inteiramente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  1. AOs álbuns de família, que para muita gente parece apenas uma relíquia inútil, estariam condenados à desaparecer, em função de seu descrédito em nome da tecnologia.
  2. BSer negligente com nossa memória, tal como parece estar ocorrendo em nossos dias, implica negligenciar o próprio sentido da nossa história, a própria formação da nossa identidade.
  3. COs instantâneos obtidos por celulares, ao contrário dos antigos álbuns fotográficos, dispensam de serem revelados, ao passo que nestes ainda exigem um papel especial.
  4. DSe continuarmos a desleichar com nossa documentação através de fotografias, haverá de chegarmos ao momento onde nenhuma memória de nós resistirá ao tempo.
  5. EO fraglante de uma cena familiar pode ser precioso, ao documentar um momento cuja lembrança ninguém poderá se esquecer, eternizando para sempre uma situação especial.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Ser negligente com nossa memória, tal como parece estar ocorrendo em nossos dias, implica negligenciar o próprio sentido da nossa história, a própria formação da nossa identidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Redação de comentário coerente com o texto — correção gramatical e fidelidade

Gabarito: letra B. A única alternativa que apresenta redação clara, correta e coerente com o texto é a B, pois parafraseia a ideia central de que o desprezo pela memória (o "desprestígio do passado") compromete a história e a identidade, sem erros gramaticais ou extrapolações.

"Parece estar havendo um crescente desprestígio de tudo o que se refere ao passado... É o preço que se paga pelo desapego à memória."

O texto afirma que a memória está sendo negligenciada, e a alternativa B expressa exatamente isso: "Ser negligente com nossa memória... implica negligenciar o próprio sentido da nossa história, a própria formação da nossa identidade." A frase é gramaticalmente perfeita: o sujeito oracional "Ser negligente" é seguido de "implica negligenciar" (regência correta do verbo implicar no sentido de "acarretar" + infinitivo).

Alternativa A — ❌ Incorreta

  • Erro de regência: "condenados à desaparecer" — o correto é "condenados a desaparecer", sem crase antes de verbo. Além disso, "que para muita gente parece" deveria concordar com "álbuns" (plural: parecem).

  • Extrapolação: o texto não classifica os álbuns como "inúteis", mas como "monumentos remotos" e "objeto de museu". A palavra "inútil" é um juízo de valor que o autor não emite.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • Coerência com o texto: a passagem "desprestígio de tudo o que se refere ao passado" e "desapego à memória" sustenta a ideia de negligência com a memória e suas consequências.

  • Correção gramatical: a frase é clara, com regência adequada ("implica negligenciar") e coesão correta ("tal como parece estar ocorrendo"). Nenhum erro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

  • Erro de regência: "dispensam de serem revelados" — o verbo "dispensar" no sentido de "não precisar" é transitivo direto: "dispensam ser revelados" (sem a preposição "de").

  • Falta de clareza: "ao passo que nestes ainda exigem um papel especial" — o pronome "nestes" é ambíguo (refere-se a álbuns?). O texto não afirma que álbuns exigem papel especial; as fotos reveladas já estão em papel.

Alternativa D — ❌ Incorreta

  • Erro de ortografia: "desleichar" — não existe; o correto seria "desleixar" (descuidar), mas o autor não usou esse termo.

  • Erro de construção: "haverá de chegarmos" — a forma correta é "haveremos de chegar" ou "haverá de chegar" (o verbo "haver" como auxiliar não flexiona no infinitivo pessoal).

  • Erro de regência: "momento onde" — para tempo, usa-se "em que" ou "quando".

  • Extrapolação: a expressão "documentação através de fotografias" não está no texto; o autor critica o desapego à memória, não a documentação em si.

Alternativa E — ❌ Incorreta

  • Erro de ortografia: "fraglante" — o correto é "flagrante".

  • Erro de regência: "cuja lembrança ninguém poderá se esquecer" — o verbo "esquecer-se" exige a preposição "de": "esquecer-se de algo". Assim, o correto seria "cuja lembrança ninguém poderá esquecer" (sem "se") ou "de cuja lembrança ninguém poderá se esquecer".

  • Pleonasmo: "eternizando para sempre" é redundante.

  • Contradição com o texto: o texto diz que as imagens "não estarão em lugar nenhum" — a ideia de "eternizar" é oposta à tese do autor.

Conclusão: Apenas a alternativa B é gramaticalmente impecável e fiel ao conteúdo do texto. As demais apresentam erros de regência, ortografia, concordância ou extrapolação.

Gabarito: letra B

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