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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc026717
Banca
FCC
Órgão
TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Ano
2015
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
Infere-se do texto que perdemos a serenidade quando:
  1. Aestamos propensos a enfrentar com resignação as situações mais adversas.
  2. Brejeitamos o fato de estarmos limitados por nossa condição de humanos falíveis e mortais.
  3. Cperdemos de vista o fato de que o momento presente é sempre uma ficção.
  4. Ddeixamos de nos comparar com os outros, por estarmos deprimidos e incapazes de usufruir das potencialidades que temos.
  5. Ebuscamos incessantemente o reconhecimento das nossas virtudes morais, tornando-nos, assim, angustiados pela pressa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — rejeitamos o fato de estarmos limitados por nossa condição de humanos falíveis e mortais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência sobre perda da serenidade

Gabarito: letra B. A única alternativa que se sustenta por inferência lógica a partir do texto é a B: perdemos a serenidade quando rejeitamos nossa condição de humanos falíveis e mortais. O texto afirma que a serenidade é um estado de "conciliados com o que somos e temos, com nossa condição de humanos falíveis e mortais" (2º parágrafo). Se rejeitamos essa condição, rompemos a conciliação e perdemos a serenidade. As demais alternativas ou contradizem o texto ou extrapolam informações.

NÃO CAIA NESSA!

O enunciado pede INFERÊNCIA — não uma cópia literal. A banca explora o fato de que algumas alternativas parecem verdadeiras no mundo real, mas não são sustentadas pelo texto. A correta é a única que decorre diretamente das pistas textuais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Estamos propensos a enfrentar com resignação as situações mais adversas." O texto associa a capacidade de lidar com docilidade e tolerância à serenidade (1º parágrafo: "O termo serenidade costuma estar associado... capacidade de lidar com docilidade e tolerância com as situações mais adversas"). Portanto, isso é uma característica de quem tem serenidade, não de quem a perde. Erro: contradiz o texto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Rejeitamos o fato de estarmos limitados por nossa condição de humanos falíveis e mortais." O texto diz: "A serenidade corresponde a um estado de espírito no qual nos encontramos razoavelmente em paz, conciliados com o que somos e temos, com nossa condição de humanos falíveis e mortais" (2º parágrafo). Infere-se que, se não há conciliação — ou seja, se há rejeição —, a serenidade se perde. Essa inferência é ancorada na ideia de conformidade com as limitações, que o texto defende como caminho para a serenidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Perdemos de vista o fato de que o momento presente é sempre uma ficção." O texto apresenta essa afirmação como uma constatação filosófica (3º parágrafo: "O momento presente é sempre uma ficção"), mas não estabelece que perder de vista esse fato cause a perda da serenidade. A perda é associada à velocidade inadequada (muito devagar ou muito rápido), não ao esquecimento dessa noção. Erro: extrapolação (atribui causalidade não prevista).

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Deixamos de nos comparar com os outros, por estarmos deprimidos e incapazes de usufruir das potencialidades que temos." O texto diz exatamente o contrário: "não convém nos compararmos com as outras pessoas" (2º parágrafo) e, quando estamos conformados com nossas limitações, "podemos usufruir das potencialidades que temos" (2º parágrafo). A alternativa sugere que deixar de comparar é algo negativo e associado a depressão, mas o texto recomenda não comparar-se como atitude saudável. Erro: contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Buscamos incessantemente o reconhecimento das nossas virtudes morais, tornando-nos, assim, angustiados pela pressa." O texto menciona a pressa como causa de perda de serenidade (último parágrafo: "angustiados pela pressa de atingirmos nossas metas"), mas não especifica que o objeto da busca é o reconhecimento das virtudes morais. Essa é uma especificação alheia ao texto. Erro: extrapolação (insere motivo não mencionado).

Conclusão: Apenas a alternativa B pode ser legitimamente inferida do texto, pois decorre da definição de serenidade como conciliação com a condição humana. Todas as demais cometem erros de contradição ou extrapolação.

Gabarito: letra B

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