Causas do tédio no texto de Flávio Gikovate
Gabarito: letra C. A única alternativa que encontra respaldo direto no texto é a C: o autor afirma que "Somos pouco competentes para vivenciar o ócio" e que essa condição "é algo gerador de um estado de alma que chamamos de tédio", mesmo que os filósofos antigos a considerassem criativa. Portanto, a dificuldade em lidar com o ócio é a causa apontada.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa fala em "velocidade incessante da vida moderna", mas o texto não menciona a vida moderna nem velocidade incessante como causa do tédio. O que se diz é que "perseguir objetivos com obstinação e aflição... subtrai a serenidade", não que gera tédio. Erro: extrapolação (insere ideia ausente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto afirma o contrário: "Somos pouco competentes para vivenciar o ócio", ou seja, temos dificuldade em não nos ocupar, e não em nos mantermos ocupados. A alternativa inverte o sentido. Erro: contradiz o texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto explicita: "Essa condição emocional que os filósofos antigos consideravam como muito criativa é algo gerador de um estado de alma que chamamos de tédio." A dificuldade em lidar com o ócio ("Somos pouco competentes para vivenciar o ócio") é a causa do tédio, e o texto reconhece que o ócio era visto como criativo. Perfeita paráfrase.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A criação de expectativas pouco condizentes é citada como causa da perda de serenidade ("perdemos a serenidade quando nos sentimos pressionados por expectativas"), não do tédio. Erro: troca de conceito (aplica a causa errada).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A maturidade emocional é relacionada à serenidade ("depende de termos atingido uma razoável evolução emocional"), não ao tédio. Novamente, troca de conceito.
Conclusão: A única alternativa que identifica a causa do tédio conforme o texto é a C, pois o autor associa diretamente a inabilidade para o ócio ao surgimento do tédio.