Questão de Português — Morfologia - Verbos — FCC 2015
Português›Morfologia - Verbos
Código
fc026792
Banca
FCC
Órgão
CNMP
Ano
2015
Nível
Superior
Como há de fato quem confunda a gritante aberração com a alta criação, o falsário dá-se por recompensado enquanto recebe os parabéns de quem o “curtiu". Caso a frase acima iniciasse com a expressão Se houvesse de fato, as formas verbais sublinhadas deveriam ser substituídas, na ordem dada, por:
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Transformação verbal em oração condicional hipotética (pretérito imperfeito do subjuntivo)
Gabarito: letra A. A reescrita exigida pela banca é a substituição das formas verbais do trecho original (presente do indicativo / presente do subjuntivo / pretérito perfeito) pelas correspondentes no pretérito imperfeito do subjuntivo (confundisse, recebesse, curtisse) e no futuro do pretérito do indicativo (dar-se-ia), conforme a correlação temporal da hipótese passada iniciada por "Se houvesse de fato".
O enunciado pede a adaptação da frase "Como há de fato quem confunda... o falsário dá-se... enquanto recebe... de quem o “curtiu”" para o início "Se houvesse de fato". Nesse contexto, instaura-se uma hipótese irreal no passado, que exige:
Na oração subordinada condicional (implícita em "como"? Na verdade, a oração original é causal: "Como há..."; mas a transformação para "Se houvesse" torna-a condicional. Assim, o verbo "haver" vai para o pretérito imperfeito do subjuntivo (houvesse); os verbos das subordinadas (confunda, recebe, curtiu) também devem recuar para o mesmo tempo (confundisse, recebesse, curtisse) para expressar simultaneidade ou anterioridade no passado hipotético.
Na oração principal, o verbo "dá-se" (presente) deve passar para o futuro do pretérito (dar-se-ia), que é o tempo típico para expressar consequência de uma condição irreal no passado.
Comprovação pela gramática normativa: em orações condicionais com o verbo da condição no imperfeito do subjuntivo (se houvesse), o verbo da consequência vai para o futuro do pretérito (dar-se-ia), e os verbos das orações subordinadas a essa consequência (como "enquanto recebe" e "de quem curtiu") também assumem o imperfeito do subjuntivo para manter a correlação temporal.
A única alternativa que contém exatamente essa sequência é a A.
Apresenta "confundiria" (futuro do pretérito) onde se exige "confundisse" (imperfeito do subjuntivo); além disso, "dera-se" e "recebera" são formas do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, inadequadas para o contexto condicional hipotético.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Traz "deu-se" (pretérito perfeito do indicativo) no lugar de "dar-se-ia" (futuro do pretérito) e "curte" (presente do indicativo) onde se espera "curtisse" (imperfeito do subjuntivo). A correlação temporal fica quebrada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Usa "confundira" (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) em vez de "confundisse" (imperfeito do subjuntivo); "dar-se-á" (futuro do presente) é inadequado para o contexto de hipótese passada; "curta" (presente do subjuntivo) não corresponde ao passado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Emprega "confundira" (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) e "dera-se" (pretérito mais-que-perfeito do indicativo), que não atendem à exigência de imperfeito do subjuntivo na oração condicional; além disso, "receba" (presente do subjuntivo) quebra a correlação.