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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc027005
Banca
FCC
Órgão
MPE-PB
Ano
2015
Nível
Médio
Depreende-se do poema
  1. Ao apego sentimental do poeta pelo rio pouco conhecido que passa pela sua aldeia.
  2. Ba veneração do poeta pelo Tejo, cuja notoriedade percorre diversos países.
  3. Ca nostalgia do poeta em relação ao rio de sua terra natal, apesar de estar próximo ao Tejo.
  4. Da melancolia do poeta diante da pequenez do rio de sua aldeia em comparação ao Tejo.
  5. Ea grandeza do Tejo, que, no entanto, torna-se pequeno se comparado ao vasto oceano que leva à América.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o apego sentimental do poeta pelo rio pouco conhecido que passa pela sua aldeia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do poema de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

Gabarito: letra A. O poema expressa, por meio de paradoxos e comparações, um forte apego sentimental do eu lírico ao rio desconhecido de sua aldeia, em detrimento da grandiosidade do Tejo. A afirmação central está nos versos iniciais: "O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, / Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia / Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia." A opção A parafraseia corretamente essa ideia.

PEGA ESSA DICA!

O comando "Depreende-se" pede inferência – extrair uma conclusão implícita, não uma repetição literal. A resposta deve estar ancorada em pistas do texto, como a repetição do possessivo "minha" e a valorização do rio "pouco conhecido".

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O eu lírico demonstra afeição pelo rio da aldeia ao afirmar que ele é "mais livre e maior" justamente por "pertencer a menos gente". O adjetivo "pouco conhecido" é coerente com o trecho: "Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia". A alternativa capta o sentimento de apego que perpassa todo o poema.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O poeta não "venera" o Tejo; ao contrário, relativiza sua beleza: "O Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia". A notoriedade do Tejo é reconhecida, mas não admirada – o texto a contrapõe ao desconhecimento do rio aldeão. Erro: contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Não há nostalgia (saudade do passado). A comparação é presente e espacial, não temporal. Além disso, a conjunção "apesar de" sugere que estar próximo ao Tejo seria algo negativo, o que não está no poema. Erro: extrapola – insere sentimento não previsto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O eu lírico não expressa melancolia pela "pequenez" do rio; pelo contrário, o considera "mais livre e maior". A palavra "pequenez" não se sustenta no texto. Erro: contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A comparação com a América e o oceano existe, mas não para diminuir o Tejo – o foco é a liberdade do rio da aldeia: "Pelo Tejo vai-se para o Mundo... Ninguém nunca pensou no que há para além do rio da minha aldeia". A alternativa desvia o tema central. Erro: tangencia o foco principal.

Gabarito: letra A.

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