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Questão de Português — Morfologia — FCC 2015

PortuguêsMorfologia
Código
fc027008
Banca
FCC
Órgão
MPE-PB
Ano
2015
Nível
Médio
Considerando a correção e as relações de sentido estabelecidas no texto, afirma-se corretamente:
  1. AO sinal indicativo de crase é facultativo e pode ser inserido no elemento sublinhado em: a defesa do interesse individual não deve ser antagônica a uma visão solidária da coletividade.
  2. BSem prejuízo do sentido original, uma vírgula pode ser inserida imediatamente após “multidão" em: Na cidade, vivemos com uma multidão que não escolhemos.
  3. CNo segmento ...o sujeito é anônimo na multidão, por isso está livre para ser ele mesmo..., o elemento em destaque pode ser substituído por “conquanto".
  4. DO elemento sublinhado em Uma conversa que não supõe concordância total... introduz uma restrição ao termo imediatamente anterior.
  5. EO elemento sublinhado em Daí que o atributo essencial de um espaço público vivo seja o conflito indica a continuação de uma ideia e pode ser substituído por “então".
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GabaritoD — O elemento sublinhado em Uma conversa que não supõe concordância total... introduz uma restrição ao termo imediatamente anterior.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de alternativas sobre correção e relações de sentido

Gabarito: letra D. A alternativa D está correta porque o pronome relativo "que" em "Uma conversa que não supõe concordância total" introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, que limita o sentido do termo anterior "conversa". Isso é confirmado no texto: a conversa dialógica é definida como aquela que não supõe concordância total, mas sim gestão de conflitos. As demais alternativas falham por alterar o sentido original ou por propor substituições inadequadas.

A questão cobra conhecimento de gramática normativa e análise de sentido contextual. Vamos a cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

...a defesa do interesse individual não deve ser antagônica a uma visão solidária da coletividade.

O termo sublinhado é a preposição "a" que antecede o artigo indefinido feminino "uma". Em português, antes do artigo indefinido "uma", a crase é proibida na norma culta (salvo raríssimas exceções). O uso de "à" alteraria a regência e gramaticalidade. Portanto, a crase não é facultativa; sua inserção seria incorreta. A alternativa erra por contradizer a regra gramatical (extrapolação: imagina que a crase é opcional onde não é).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Na cidade, vivemos com uma multidão que não escolhemos.

Inserir vírgula após "multidão" transformaria a oração relativa restritiva em explicativa. Na versão original, o "que" restringe o tipo de multidão (aquela que não escolhemos); com a vírgula, a oração passaria a ser uma explicação adicional, alterando o sentido: dar a entender que toda multidão é não escolhida. Isso prejudica o sentido original. A alternativa erra por desconsiderar a diferença entre restritiva e explicativa (troca de conceito).

Alternativa C — ❌ Incorreta

...o sujeito é anônimo na multidão, por isso está livre para ser ele mesmo...

"Por isso" é um conectivo conclusivo (causa-efeito). "Conquanto" é um conectivo concessivo (equivale a "embora"). A substituição inverteria a relação lógica: em vez de conclusão, introduziria uma concessão, o que altera completamente o sentido do trecho. A alternativa erra por trocar o tipo de conectivo (troca de conceito).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Uma conversa que não supõe concordância total...

O elemento sublinhado é o pronome relativo "que". Ele retoma o termo anterior "conversa" e introduz uma oração que restringe o significado desse termo: não é qualquer conversa, mas aquela que não supõe concordância total. Trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva, que limita a extensão do antecedente. A afirmação está de acordo com a gramática e com o sentido do texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Daí que o atributo essencial de um espaço público vivo seja o conflito...

"Daí que" é uma expressão conclusiva que exige o verbo no subjuntivo (seja) e tem valor de inferência lógica. "Então" é um conectivo conclusivo, mas não exige subjuntivo e possui um matiz mais temporal-sequencial. A substituição por "então" alteraria a estrutura sintática (teria de se ajustar o modo verbal) e, ainda que mantenha a ideia de conclusão, o sentido não é integralmente preservado porque "daí que" carrega uma nuance de dedução argumentativa mais forte. Além disso, a banca considera que "daí que" não é perfeitamente intercambiável com "então" sem prejuízo. A alternativa erra por propor substituição que não é fiel ao sentido original (troca de conceito).

Conclusão: A única alternativa inteiramente correta, tanto gramaticalmente quanto em relação ao sentido do texto, é a D.

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