Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015
- Código
- fc027021
- Banca
- FCC
- Órgão
- MPE-PB
- Ano
- 2015
- Nível
- Superior
- AI e III.
- BI.
- CII.
- DI e II.
- EII e III.
GabaritoD — I e II.
O poema a que a questão se refere não está disponível neste enunciado. A análise a seguir baseia-se no gabarito oficial (D) e no raciocínio típico de interpretação textual e gramática.
Gabarito: D (I e II). A banca considera corretas apenas as afirmações I e II; a III é incorreta. Vejamos o método para cada item.
“Infere-se da leitura do poema que o rio de que se fala não é límpido.”
O verbo infere-se indica que se trata de uma inferência, não de uma afirmação literal. No poema, provavelmente há elementos que sugerem sujeira, turbidez ou algo que contraste com a limpidez. Como o gabarito confirma, essa inferência é válida. Método: ao ler o poema, busque palavras como “turvo”, “lama”, “sujo” ou comparações que indiquem impureza.
“Completando-se o sentido dos versos uma fruta / por uma espada, o resultado será: uma fruta é passada por uma espada.”
Aqui a banca explora a ambiguidade da preposição “por”: pode indicar passagem (através de) ou troca (em lugar de). No contexto dos versos (provavelmente do poema “O Rio”, de João Cabral de Melo Neto, a fruta é cortada por uma espada), a acepção correta é passagem – a fruta é atravessada pela espada. O gabarito confirma que o sentido é esse. Dica: ao completar lacunas, considere o contexto semântico do poema.
“Encontra-se entre os versos Aquele rio / era como um cão sem plumas o mesmo tipo de relação que se encontra em: como fosse turvo, o rio lembrava um pano sujo.”
Observe a diferença:
No primeiro trecho, a relação é uma comparação explícita introduzida por “como” (conjunção comparativa): o rio era como um cão sem plumas.
No segundo trecho, “como” é uma conjunção causal indicando causa: como (porque) fosse turvo, o rio lembrava....
A banca quer que o candidato perceba que não há o mesmo tipo de relação: uma é comparativa, outra é causal. Portanto, a afirmação III é falsa.
A banca troca o valor semântico de “como” (conjunção comparativa x causal). O aluno desatento pode achar que ambas são comparações.
Conclusão: Como a questão pede “APENAS” as corretas, e I e II são corretas, o gabarito é D (I e II).
Gabarito: letra D
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