Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015
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Código
fc027022
Banca
FCC
Órgão
MPE-PB
Ano
2015
Nível
Superior
Pode-se observar no poema uma
Aoposição entre dois rios: um, cujas águas são límpidas tal qual um copo d’água; outro, cujas águas lembram o lodo e a lama.
Bcomparação entre o modo como uma cidade é passada por um rio e uma rua é passada por um cachorro.
Ccomparação entre um cão de rua, sem plumas, e os peixes sem brilho de um rio poluído, que possuem a inquietação da faca.
Dconcessão àquele rio que, apesar de nada saber da chuva azul, abria-se aos peixes em toda a sua be leza.
Eoposição entre uma cidade, uma rua e uma fruta, que ora lembravam a língua mansa de um cão.
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GabaritoB — comparação entre o modo como uma cidade é passada por um rio e uma rua é passada por um cachorro.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Comparação entre rio e cachorro — chave do poema
Gabarito: letra B. O poema de João Cabral de Melo Neto inicia com uma comparação explícita: "A cidade é passada pelo rio / como uma rua / é passada por um cachorro". A alternativa B parafraseia corretamente essa comparação, afirmando que se observa no poema uma comparação entre o modo como a cidade é passada pelo rio e uma rua é passada por um cachorro. Essa relação está literalmente no primeiro verso, não sendo inferência, mas leitura direta.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa fala em "oposição entre dois rios", mas o poema trata de um único rio. Ele não sabe das águas límpidas ("Nada sabia da chuva azul, da fonte cor-de-rosa, da água do copo de água"), mas sabe do lodo e da lama ("Sabia dos caranguejos / de lodo e ferrugem / Sabia da lama"). Não há dois rios opostos; um mesmo rio é descrito pelo que lhe falta e pelo que tem. Erro: extrapolação (cria uma oposição inexistente).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como já demonstrado, o primeiro verso estabelece a comparação: "A cidade é passada pelo rio / como uma rua / é passada por um cachorro". A alternativa B é uma paráfrase fiel dessa construção. Correta por compreensão direta do texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa sugere uma comparação entre "um cão de rua, sem plumas" e "peixes sem brilho". O poema chama o rio de "cão sem plumas" e depois diz que o rio "jamais se abre aos peixes, ao brilho, à inquietação da faca que há nos peixes". Não há comparação entre cão e peixes; o rio é comparado ao cão, e os peixes são mencionados como algo que o rio rejeita. Erro: troca de conceito (confunde os termos da comparação).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o rio "apesar de nada saber da chuva azul, abria-se aos peixes". O texto é categórico: "Aquele rio / Jamais se abre aos peixes". A oração concessiva ("apesar de") é falsa porque a informação sobre não se abrir aos peixes é negação, não concessão. Erro: contradiz o texto (inverte o sentido).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que há oposição entre "cidade, rua e fruta" que "lembravam a língua mansa de um cão". No poema, quem lembra a língua mansa de um cão é o rio: "O rio ora lembrava / a língua mansa de um cão". Não há oposição entre esses elementos; eles aparecem em uma enumeração inicial de comparações, mas não são opostos. Erro: troca de conceito (atribui comparação a elementos errados).
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta que o candidato confunda comparação com oposição (letras A e E) ou que atribua concessão inexistente (letra D). A chave está em ler o primeiro verso com atenção.