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Questão de Português — Tipologia Textual — FCC 2015

PortuguêsTipologia Textual
Código
fc027150
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2015
Nível
Superior
Ainda que se saiba da liberdade com que Clarice Lispector lidava com esse gênero, pode-se assegurar que Medo da eternidade é uma crônica na medida em que se trata
  1. Ade uma dissertação filosófica sobre uma questão fundamental da vida humana, ainda que a escritora acabe se valendo de sua experiência pessoal para ilustrar a tese que se dispõe a defender.
  2. Bde uma visão subjetiva, pessoal, de um acontecimento do cotidiano imediato, muito embora vivenciado na infância, que acaba dando margem à reflexão sobre uma questão capaz de interessar a todos.
  3. Cde um texto poético, mesmo que em prosa, em que os acontecimentos vividos no passado ganham uma tonalidade lírica e, em lugar de serem explicitamente narrados, são dados a conhecer de modo alusivo e sugestivo.
  4. Dda rememoração de um episódio ocorrido na infância e que é narrado tal como foi vivido, sem deixar transparecer as crenças e convicções do adulto que rememora.
  5. Ede um texto alegórico, em que a história narrada oculta um sentido que vai muito além dela, servindo apenas como veículo da expressão de ideias abstratas que os acontecimentos permitem concretizar.
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GabaritoB — de uma visão subjetiva, pessoal, de um acontecimento do cotidiano imediato, muito embora vivenciado na infância, que acaba dando margem à reflexão sobre uma questão capaz de interessar a todos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crônica de Clarice Lispector — caracterização do gênero

Gabarito: letra B. A alternativa B descreve com precisão a crônica "Medo da eternidade": trata-se de uma visão subjetiva, pessoal, de um acontecimento cotidiano (a infância da autora) que leva a uma reflexão universal sobre o medo da eternidade. Esse é o traço central do gênero crônica, especialmente na obra de Clarice Lispector, que parte do particular para o geral.

Crônica (gênero)
  • 1Características
    • Visão subjetiva e pessoal
    • Acontecimento cotidiano
    • Reflexão universal (particular → geral)
  • 2Não é
    • Dissertação filosófica
    • Poema/alegoria
    • Rememoração objetiva
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma ser uma "dissertação filosófica sobre uma questão fundamental". Embora haja reflexão filosófica, a crônica não é uma dissertação estruturada, mas sim um texto subjetivo e pessoal. A banca confunde o conteúdo reflexivo com a forma dissertativa, o que não se sustenta.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exato: "visão subjetiva, pessoal, de um acontecimento do cotidiano imediato, muito embora vivenciado na infância, que acaba dando margem à reflexão sobre uma questão capaz de interessar a todos". Na crônica de Clarice, a memória de infância (cotidiano) desencadeia uma reflexão sobre o medo da eternidade, tema universal. É a definição clássica de crônica lírica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica o texto como "poético" e "alusivo". Embora a linguagem de Clarice tenha traços poéticos, a crônica não é um poema nem se estrutura primariamente por alusões. A alternativa exagera no aspecto lírico, desviando do foco no gênero crônica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o episódio é "narrado tal como foi vivido, sem deixar transparecer as crenças e convicções do adulto". Isso é falso: a crônica é marcada pela subjetividade e pela reflexão do adulto sobre a memória. A autora não se anula; ao contrário, sua visão adulta é central. O texto não é uma simples rememoração objetiva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que é um "texto alegórico, em que a história narrada oculta um sentido que vai muito além dela". Embora haja sentido metafórico, a crônica não é uma alegoria pura; o sentido está explícito na reflexão final. Além disso, a descrição se aplica mais a parábolas ou fábulas.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa D é a mais enganosa, pois descreve uma suposta objetividade que não existe na crônica. A banca aposta no candidato que confunde narrativa memorialística com crônica, que é essencialmente subjetiva.

Conclusão: A única alternativa que capta a essência do gênero crônica — subjetividade, cotidiano, reflexão universal — é a letra B.

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