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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc027174
Banca
FCC
Órgão
TCE-CE
Ano
2015
Nível
Médio
Insânia*Não há limites para a insânia, costumava dizer um amigo meu, grande jornalista e pessoa melhor ainda, desolado ante o espetáculo da humanidade sobre a Terra. Planejava começar assim um artigo que não chegou a escrever. Uma pena. Eu próprio teria fornecido ao meu amigo umas ilustrações de insânia sem limites, e sem que precisasse recorrer à experiência alheia: rir de si mesmo é uma virtude, e humildemente reconheço que motivos não me faltam.*Insânia = loucura, demência, desatino(WERNECK, Humberto, Esse inferno vai acabar. Porto Alegre: Arquipélago, 2011, p. 107)A frase sem que precisasse recorrer à experiência alheia está-se referindo
  1. Aà pessoa do autor do texto, que está longe de ser um exemplo de insânia.
  2. Bao amigo do autor do texto, um jornalista desolado com a insânia da humanidade.
  3. Cao amigo do autor do texto, um jornalista que confessa ser capaz de rir de sua própria insânia.
  4. Dà pessoa do autor do texto, que se vê como ilustra- ção da insânia humana.
  5. Ea um insano qualquer, incapaz de ver a si mesmo como um desatinado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — à pessoa do autor do texto, que se vê como ilustra- ção da insânia humana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Referência da expressão "sem que precisasse recorrer à experiência alheia"

Gabarito: letra D. A frase "sem que precisasse recorrer à experiência alheia" refere-se ao próprio autor, que se apresenta como exemplo vivo de insânia, sem necessitar de exemplos de terceiros. A passagem que confirma é:

"Eu próprio teria fornecido ao meu amigo umas ilustrações de insânia sem limites, e sem que precisasse recorrer à experiência alheia: rir de si mesmo é uma virtude, e humildemente reconheço que motivos não me faltam."

O autor afirma que ele mesmo poderia dar exemplos (ilustrações) de insânia, pois basta olhar para si próprio – daí a ideia de que não precisa recorrer a experiências de outras pessoas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o autor está longe de ser exemplo de insânia. O texto diz o contrário: ele reconhece que "motivos não me faltam" para rir de si mesmo, ou seja, reconhece sua própria insânia. Erro: contradiz o texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Atribui a referência ao amigo jornalista. O trecho "sem que precisasse recorrer à experiência alheia" está no contexto de uma ação do autor ("Eu próprio teria fornecido..."), não do amigo. Erro: troca de referente (fora do escopo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Também coloca o amigo como sujeito que confessa rir de si mesmo. Quem ri de si mesmo é o autor, como explicitado: "rir de si mesmo é uma virtude, e humildemente reconheço que motivos não me faltam." Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que a expressão se refere ao autor, que se vê como ilustração da insânia humana. Perfeita paráfrase: o autor forneceria ilustrações a partir de si mesmo, sem depender de terceiros.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Menciona "um insano qualquer, incapaz de ver a si mesmo". O autor, ao contrário, demonstra capacidade de rir de si mesmo, reconhecendo sua insânia. Erro: contradiz o texto.

Gabarito: letra D

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