Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015
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Código
fc027218
Banca
FCC
Órgão
TCE-CE
Ano
2015
Nível
Superior
Enxergaram-se como proprietários de suas esposas; elas são um de seus bens; o adultério as rouba.Dando nova redação à frase acima, ela se manterá coerente e formalmente correta em:
AAinda que se vejam como proprietários, os homens consideram que o adultério as rouba, tal e qual pode acontecer com um de seus bens.
BOs homens entendem o adultério como um roubo, uma vez que consideram suas esposas um bem de que um terceiro se apropria.
CComo as esposas são bens inalienáveis dos homens, qualifica-se como roubo aquele que as usurpam de seu legítimo proprietário.
DUma vez premeditado o adultério como um roubo, os homens passam a ver suas esposas como parte de seu patrimônio do qual foi usurpado.
ENão obstante se considere que as esposas sejam parte de seus bens, os homens passam a ver como um roubo o adultério que os privam delas.
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GabaritoB — Os homens entendem o adultério como um roubo, uma vez que consideram suas esposas um bem de que um terceiro se apropria.
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Reescritura de frase — coerência e correção formal
Gabarito: letra B. A alternativa B reescreve a frase original mantendo a relação causal e o sentido, além de ser gramaticalmente correta. A frase original do texto é:
"Enxergaram-se como proprietários de suas esposas; elas são um de seus bens; o adultério as rouba."
A ideia central é: os homens veem as esposas como propriedade; portanto, o adultério é um roubo (apropriação indébita de um bem). A alternativa B capta isso com clareza: "Os homens entendem o adultério como um roubo, uma vez que consideram suas esposas um bem de que um terceiro se apropria." O conectivo "uma vez que" estabelece causa, e a expressão "de que um terceiro se apropria" corresponde a "as rouba" (o terceiro é o amante).
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Ainda que se vejam como proprietários, os homens consideram que o adultério as rouba, tal e qual pode acontecer com um de seus bens."
Erro: altera a relação lógica. "Ainda que" introduz concessão (oposição), enquanto o original é causal (justificativa). Além disso, "tal e qual" é inadequado e a frase fica confusa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme explicado acima, mantém a causalidade e parafraseia com correção.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Como as esposas são bens inalienáveis dos homens, qualifica-se como roubo aquele que as usurpam de seu legítimo proprietário."
Erro: acrescenta ideia (extrapola). O texto diz que as esposas são "um de seus bens", mas não que sejam "inalienáveis". Também há erro de concordância: "aquele que as usurpam" (singular/plural) e "legítimo proprietário" é noção estranha ao trecho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Uma vez premeditado o adultério como um roubo, os homens passam a ver suas esposas como parte de seu patrimônio do qual foi usurpado."
Erro: inverte a ordem lógica (contradiz o texto). No original, o adultério é visto como roubo porque as esposas são propriedade. Aqui, primeiro o adultério é premeditado como roubo, depois os homens passam a ver as esposas como patrimônio. Além disso, "do qual foi usurpado" é mal construído.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Não obstante se considere que as esposas sejam parte de seus bens, os homens passam a ver como um roubo o adultério que os privam delas."
Erro: relação concessiva inadequada. "Não obstante" significa "apesar de", o que inverte o nexo causal. Também há ambiguidade pronominal: "que os privam delas" — o "os" pode referir-se aos homens, mas o sentido original é que o adultério "rouba" as esposas (as priva do marido?), não o contrário. O período é confuso.
Conclusão: apenas a alternativa B preserva a coerência com o texto original e apresenta redação formalmente correta.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever, identifique a relação lógica entre as ideias (causa, consequência, oposição) e não introduza conectivos que a alterem. Prefira paráfrases que mantenham o mesmo nexo, como "uma vez que" para causa.