Segurança em HotSpots (Wi-Fi público)
Gabarito: letra D. O principal risco ao utilizar um HotSpot público é que o detentor do Access Point (o administrador da rede) pode monitorar todo o tráfego que passa por ele, inclusive dados sensíveis como senhas e informações bancárias. As demais alternativas contêm imprecisões técnicas: nem todo HotSpot é aberto (A), a transmissão não se torna automaticamente pública (B), o WPA2 era considerado seguro em 2015 (C) e o uso de criptografia é possível (E).
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmativa generaliza que HotSpots não solicitam senha. Na prática, muitos exigem senha (WPA2-PSK) ou utilizam portal cativo com autenticação. Redes abertas existem, mas não são a regra única.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Dizer que "qualquer dado transmitido se torna público" é um exagero. Dados podem ser interceptados, mas não se tornam automaticamente públicos. A transmissão pode ser criptografada (ex.: HTTPS), o que dificulta a interceptação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Em 2015, o WPA2 era o padrão mais seguro para redes Wi-Fi, utilizando criptografia AES. A quebra do protocolo (KRACK) só foi demonstrada em 2017, portanto não era considerado de fácil quebra na época.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O proprietário do HotSpot tem controle total sobre o Access Point e pode configurá-lo para capturar todo o tráfego. Em redes abertas, não há criptografia entre cliente e AP; mesmo em redes protegidas, o AP possui a chave e pode descriptografar os dados. Esse é o risco mais crítico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O padrão 802.11 oferece diversos mecanismos de criptografia (WEP, WPA, WPA2, WPA3). A afirmação de que o acesso não permite criptografia é falsa. Muitos HotSpots utilizam WPA2 ou, quando abertos, contam com criptografia em nível de aplicação (HTTPS).
Gabarito: letra D