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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc027407
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2015
Nível
Superior
Nem bem chegara de lá e já tinha de ouvir o que diziam dele depois que partira. A primeira a anunciar uma das fofocas foi a vizinha, sempre disposta a disseminar novidades, verdadeiras ou não.− Então, Antônio, soube que rompeu o noivado.Sobre o que se tem acima, afirma-se corretamente, levando em conta a norma-padrão:
  1. AA forma tinha de ouvir situa a ação no mesmo tempo expresso pela forma verbal "ouvia", mas agrega a ideia de obrigatoriedade à ação praticada.
  2. BA forma verbal chegara indica que a ação se dá em simultaneidade com a ação expressa por tinha de ouvir.
  3. CTranspondo o discurso direto acima para o indireto, a formulação obtida deve ser "A vizinha disse que, então, sabia que Antônio rompeu o noivado".
  4. DA palavra fofoca, de uso informal, deve ser evitada em textos escritos, mesmo que se trate de uma narrativa, como se tem nesse trecho.
  5. ESe, em vez de A primeira, houvesse "Uma das primeiras", o verbo deveria obrigatoriamente ir para o plural − "anunciarem".
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GabaritoA — A forma tinha de ouvir situa a ação no mesmo tempo expresso pela forma verbal "ouvia", mas agrega a ideia de obrigatoriedade à ação praticada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de tempo verbal, obrigatoriedade, transposição de discurso e concordância

Gabarito: letra A. A alternativa A está correta porque a forma "tinha de ouvir" (pretérito imperfeito do indicativo do verbo ter + preposição de + infinitivo) expressa o mesmo tempo que "ouvia" (pretérito imperfeito), mas acrescenta a ideia de obrigatoriedade, conforme se verifica no texto: "Nem bem chegara de lá e já tinha de ouvir o que diziam...". O contexto mostra que o personagem era obrigado a ouvir fofocas, confirmando a noção de obrigação.

Alternativa

Afirmação

Análise

Conclusão

A

"tinha de ouvir" e "ouvia" estão no mesmo tempo (pretérito imperfeito), mas "tinha de ouvir" agrega obrigatoriedade.

Correto: ambas as formas indicam ação habitual/contínua no passado; a perífrase "ter de + infinitivo" expressa obrigação.

✅ Correta (Gabarito)

B

"chegara" (pretérito mais-que-perfeito) indica simultaneidade com "tinha de ouvir".

Incorreto: "chegara" expressa anterioridade (ação anterior à de ouvir), não simultaneidade.

❌ Incorreta

C

Transposição para discurso indireto: "A vizinha disse que, então, sabia que Antônio rompeu o noivado".

Incorreto: no discurso indireto, após verbo no passado ("disse"), "rompeu" deve ser convertido para "rompera" ou "tinha rompido".

❌ Incorreta

D

"fofoca" deve ser evitada em textos escritos, mesmo em narrativas.

Incorreto: o termo informal é aceitável em narrativas para caracterizar personagens ou tom do texto; não há proibição normativa.

❌ Incorreta

E

Se "A primeira" fosse substituído por "Uma das primeiras", o verbo "anunciar" deveria ir para o plural ("anunciarem").

Incorreto: "Uma das primeiras" exige concordância com o núcleo "primeiras" (plural), mas o verbo "anunciar" concorda com o sujeito "a vizinha" (singular), que permanece o mesmo. A alteração não afeta a concordância verbal.

❌ Incorreta

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é verdadeira. Tanto "tinha de ouvir" quanto "ouvia" estão no pretérito imperfeito do indicativo (tempo que indica ação contínua ou habitual no passado). A perífrase "ter de + infinitivo" impõe obrigatoriedade, enquanto "ouvia" simplesmente descreve a ação. No texto, "tinha de ouvir" indica que o personagem não tinha escolha: era obrigado a ouvir as fofocas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro de relação temporal. "Chegara" é pretérito mais-que-perfeito, indicando ação anterior a outra ação passada. O texto diz "Nem bem chegara... e já tinha de ouvir", mostrando que a chegada ocorreu antes da obrigação de ouvir (anterioridade), não simultaneidade. A banca inverte a relação temporal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro na transposição do discurso direto para indireto. No discurso indireto, após um verbo de elocução no passado ("disse"), o pretérito perfeito do indicativo ("rompeu") deve, pela norma-padrão, ser convertido em pretérito mais-que-perfeito ("rompera" ou "tinha rompido"). A forma proposta "rompeu" mantém o tempo original, o que é inadequado. Além disso, o advérbio "então" pode ser mantido, mas não é necessário. A redação correta seria: "A vizinha disse que, então, sabia que Antônio tinha rompido o noivado." Portanto, a alternativa C foge à norma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirmação prescritiva sem respaldo na norma gramatical. O uso de "fofoca", embora informal, é perfeitamente aceitável em textos narrativos, especialmente para caracterizar a fala da personagem ou o tom do texto. Não há regra que obrigue a evitar termos informais em qualquer texto escrito; cabe ao autor escolher o registro adequado ao gênero e ao efeito pretendido. Logo, a afirmativa é exagerada e incorreta do ponto de vista normativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro de concordância. Na expressão "Uma das primeiras", o núcleo do sujeito é "Uma" (singular), e o verbo deve concordar com ele, permanecendo no singular: "Uma das primeiras a anunciar... foi a vizinha". O termo "a anunciar" é uma locução verbal com infinitivo impessoal, que não flexiona obrigatoriamente. A banca sugere que o verbo "anunciar" deveria ir para o plural ("anunciarem"), o que não é necessário nem obrigatório, pois o infinitivo permanece invariável nessa construção. Portanto, a alternativa está errada.

Gabarito: letra A

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