Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2015
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Código
fc027433
Banca
FCC
Órgão
TRT - 3ª Região (MG)
Ano
2015
Nível
Superior
Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele que foi chamado Dia da Vitória e comemorado loucamente nas ruas do mundo metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas: a guerra não acabou. Os Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários. A guerra continua, está aí, espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes nomenclaturas, inconfundível, salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém com intensos ressentimentos.Comenta-se com propriedade sobre o parágrafo acima, em seu contexto:
AOs travessões encerram forte argumento para a defesa das ideias de Dines, pois o segmento alerta para o fato de que, em muito breve intervalo de tempo, a humanidade conheceu significativo revés de sentimentos.
BAs expressões Dia da Vitória e Dia das Esperanças Perdidas concentram a crítica que Dines faz aos profissionais do jornalismo brasileiro e internacional, ao cunharem bordões que pouco explicam a natureza dos fatos.
CO emprego do adjetivo camuflada retoma o que se diz anteriormente por meio da expressão metamorfoseou-se.
DA expressão tornaram-se adversários exprime a consequência inevitável da ação mencionada anteriormente na frase.
EEm salvo em breves hiatos sem hostilidades, a substituição do segmento destacado por “a exceção de" preserva o sentido e a correção originais.
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GabaritoA — Os travessões encerram forte argumento para a defesa das ideias de Dines, pois o segmento alerta para o fato de que, em muito breve intervalo de tempo, a humanidade conheceu significativo revés de sentimentos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise da questão (FCC 2015) — Comentário sobre o parágrafo
Gabarito: letra A. A alternativa A é a única inteiramente sustentada pelo texto: os travessões isolam o segmento "porção ínfima da história da humanidade", que reforça a ideia de brevidade do intervalo de sete décadas, em contraste com a drástica mudança de sentimentos (da euforia à desilusão). O texto afirma que "aquele que foi chamado Dia da Vitória... metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas", e o trecho entre travessões funciona como argumento para essa transformação rápida.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele que foi chamado Dia da Vitória... metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas"
Os travessões destacam o diminuto espaço de tempo, evidenciando que, em pouquíssimo tempo, a euforia se transformou em desalento. O texto autoriza plenamente a afirmação de que o segmento alerta para "significativo revés de sentimentos". Não há acréscimo, restrição ou contradição — é paráfrase fiel.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). O parágrafo não menciona Dines, nem jornalismo brasileiro ou internacional, nem crítica a bordões jornalísticos. As expressões "Dia da Vitória" e "Dia das Esperanças Perdidas" são usadas apenas para nomear momentos históricos; não há qualquer juízo sobre a imprensa. A alternativa acrescenta informação alheia ao texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. "Camuflada" refere-se à guerra atual, que se esconde sob diferentes nomes: "A guerra continua... camuflada por diferentes nomenclaturas". Já "metamorfoseou-se" descreve a transformação do Dia da Vitória em Dia das Esperanças Perdidas. São ideias distintas; não há retomada de uma pela outra.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: generalização (atribui inevitabilidade). O texto afirma: "Os Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários." A expressão indica uma consequência (o desligamento levou à adversidade), mas nada autoriza qualificá-la como "inevitável". A banca insere uma palavra (inevitável) que não está no texto, extrapolando o sentido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de termo com alteração de sentido e correção. O original é "salvo em breves hiatos sem hostilidades" (exceto em breves intervalos). Propõe-se substituir por "a exceção de" (sem crase). Há dois problemas: 1) a forma correta é "à exceção de" (com crase), pois se trata de locução feminina; 2) "salvo em" significa "exceto em" (locativo), enquanto "à exceção de" significa "com exceção de" (sentido mais geral). A substituição não preserva integralmente o sentido nem a correção gramatical.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa o conhecimento da crase em locuções e a equivalência semântica entre "salvo em" e "à exceção de". O candidato deve perceber que a ausência de crase já torna a alternativa incorreta.
Conclusão: Apenas a alternativa A se apoia exclusivamente no texto, sem acrescentar, restringir ou distorcer. As demais cometem extrapolação, troca de conceito ou erro gramatical.