Função do parêntese no poema
Gabarito: Letra B. O segmento isolado por parênteses introduz uma objeção a uma afirmação anterior do poeta, decorrente de uma pressuposição sobrevinda: após listar "Uma pedra. Um armário. Um ovo." como exemplos de "cousas quietas", o poeta interrompe para lembrar que "ovo pode estar choco" – uma exceção que quebra a quietude, gerando inquietação. Isso é evidenciado no trecho: "As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, Ovo pode estar choco: é inquietante...)".
Agora, análise de cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não menciona "conhecimento tradicional popular"; a objeção é pessoal, não baseada em saber popular.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pressuposição sobrevinda é que mesmo objetos quietos podem ter exceções (ovo choco), e o poeta objeta ao listá-los indiscriminadamente. O parêntese sinaliza essa ressalva.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O trecho não afirma uma "verdade inconteste"; pelo contrário, é uma contestação (inquietante). Não há repetição de fato comum.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. Não há exagero; é uma constatação realista. O poeta usa "pode estar choco", mostrando possibilidade, não certeza exagerada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. O poeta não expressa dúvida, mas sim uma afirmação sobre a possibilidade de o ovo estar choco e ser inquietante. Não é dúvida, é objeção.