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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc027456
Banca
FCC
Órgão
TRT - 4ª REGIÃO (RS)
Ano
2015
Nível
Médio
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.Os versos acima devem ser entendidos, considerando-se o teor do poema, como
  1. Aexplicações a respeito de que há um misterioso sentido nas palavras.
  2. Bverdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum, registrado em uma gramática.
  3. Cquestionamento da constatação de que o bom, mesmo, são os adjetivos.
  4. Dtentativa de aproximação da linguagem das plantas e dos animais.
  5. Epropósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — propósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de segmento – justificativa da preferência do poeta

Gabarito: Letra E. Os versos “As pessoas atrapalham... / As cousas são quietas...” expressam o propósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas, como se lê no mesmo poema: “Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!...” A contraposição entre pessoas (que atrapalham, se multiplicam) e coisas (quietas, bastam-se) é a razão que o poeta oferece para sua predileção.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Apenas que não as tirem do lugar onde estão. / E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.”

O “misterioso sentido nas palavras” aparece apenas na última estrofe (“sem que tu lhe saibas o misterioso sentido”), distante do trecho destacado. A alternativa extrapola ao trazer um elemento de outra parte do poema que não sustenta a ideia do segmento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O poema cita uma gramática, mas o segmento sobre pessoas e coisas não a contraria: ele apenas estabelece um contraste entre seres vivos e objetos inanimados. Afirmar que são “verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum” é acrescentar opinião não autorizada pelo texto para este trecho específico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Na sequência do poema, o autor diz “Mas o bom, mesmo, são os adjetivos”, sem questionar essa constatação. O segmento em foco trata de substantivos concretos (cousas, pessoas), não de adjetivos. Há troca de referente – a banca confunde o tema do trecho com outro tópico do poema.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A “linguagem das plantas e dos animais” é uma aspiração futura (“Eu sonho / Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais”), não uma tentativa realizada nos versos citados. O trecho sobre pessoas e coisas não busca aproximação com essa linguagem sonhada; é uma constatação objetiva sobre o comportamento de pessoas e coisas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O poeta declara “Eu gosto é das cousas” e em seguida apresenta a razão: as pessoas atrapalham, as coisas são quietas. Logo, os versos justificam sua preferência. A alternativa E é uma paráfrase fiel da função do segmento dentro do poema.

Conclusão: Apenas a letra E capta a relação lógico-argumentativa do trecho: causa (inconvenientes das pessoas × qualidades das coisas) → efeito (predileção do poeta).

Gabarito: Letra E

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