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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc027534
Banca
FCC
Órgão
TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Ano
2015
Nível
Superior
Na frase A ênfase é um modo suspeito de expressão, que abre o texto, justifica-se o emprego do termo sublinhado porque:
  1. Apodem ocorrer casos em que o emprego da ênfase não se confirme como um excesso indesejável.
  2. Bé próprio do indivíduo enfático que ele mesmo venha a suspeitar da eficácia de suas ênfases.
  3. Cnão se pode admitir a inocência ou a ingenuidade de quem recorre sistematicamente à ênfase.
  4. Da intolerância que cerca o emprego da ênfase não se justifica na maioria dos casos.
  5. Eé patente o reconhecimento de que toda ênfase acentua, por princípio, um exagero inadmissível.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — podem ocorrer casos em que o emprego da ênfase não se confirme como um excesso indesejável.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Justificativa do emprego de "suspeito" na frase inicial

Gabarito: letra A. O termo "suspeito" é empregado porque o autor reconhece que a ênfase nem sempre é um excesso indesejável — há casos em que é indispensável (tragédias, comicidade extrema). A alternativa A parafraseia essa ideia: "podem ocorrer casos em que o emprego da ênfase não se confirme como um excesso indesejável". Como o texto afirma expressamente que há exceções, a palavra "suspeito" (que indica desconfiança, mas não condenação absoluta) se justifica.

"Se há casos em que ela se torna indispensável, como nas tragédias ou na comicidade extrema, na maioria das vezes é um artifício..."

O trecho mostra que a ênfase pode ser legítima em algumas situações, o que torna o termo "suspeito" adequado: ela não é sempre condenável, merece desconfiança, mas não rejeição total.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa capta exatamente a ressalva do autor: existem casos em que a ênfase não é um excesso indesejável (ou seja, é aceitável). Isso justifica o uso de "suspeito" — algo que pode ser genuíno ou falso, dependendo do contexto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não afirma que o próprio enfático suspeita da eficácia de suas ênfases. Pelo contrário, diz que o enfático "acha que ficaremos encantados com a medida do seu exagero" e se vê como um superlativo. Não há autorreflexão crítica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: opinião embutida. O texto critica a ênfase como artifício do superficial, mas não aborda "inocência ou ingenuidade" de quem a usa. Além disso, a justificativa para "suspeito" não está em negar inocência, mas em reconhecer que há exceções.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O autor demonstra tolerância zero com a ênfase excessiva — chama-a de "modo suspeito" e critica os enfáticos. Dizer que "a intolerância não se justifica na maioria dos casos" inverte o posicionamento do texto, que justamente condena a ênfase na maioria das vezes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. Afirmar que "toda ênfase acentua um exagero inadmissível" nega a ressalva do primeiro parágrafo, que admite casos em que a ênfase é indispensável. O termo "suspeito" justamente porque nem toda ênfase é inadmissível.

Resumo: A única alternativa que não extrapola nem contradiz o texto é a A, pois ecoa a ideia de que a ênfase pode, em certos contextos, ser apropriada (não excesso indesejável). Isso valida o uso de "suspeito" como algo que requer avaliação caso a caso.

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