Justificativa do emprego de "suspeito" na frase inicial
Gabarito: letra A. O termo "suspeito" é empregado porque o autor reconhece que a ênfase nem sempre é um excesso indesejável — há casos em que é indispensável (tragédias, comicidade extrema). A alternativa A parafraseia essa ideia: "podem ocorrer casos em que o emprego da ênfase não se confirme como um excesso indesejável". Como o texto afirma expressamente que há exceções, a palavra "suspeito" (que indica desconfiança, mas não condenação absoluta) se justifica.
"Se há casos em que ela se torna indispensável, como nas tragédias ou na comicidade extrema, na maioria das vezes é um artifício..."
O trecho mostra que a ênfase pode ser legítima em algumas situações, o que torna o termo "suspeito" adequado: ela não é sempre condenável, merece desconfiança, mas não rejeição total.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta exatamente a ressalva do autor: existem casos em que a ênfase não é um excesso indesejável (ou seja, é aceitável). Isso justifica o uso de "suspeito" — algo que pode ser genuíno ou falso, dependendo do contexto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não afirma que o próprio enfático suspeita da eficácia de suas ênfases. Pelo contrário, diz que o enfático "acha que ficaremos encantados com a medida do seu exagero" e se vê como um superlativo. Não há autorreflexão crítica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: opinião embutida. O texto critica a ênfase como artifício do superficial, mas não aborda "inocência ou ingenuidade" de quem a usa. Além disso, a justificativa para "suspeito" não está em negar inocência, mas em reconhecer que há exceções.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O autor demonstra tolerância zero com a ênfase excessiva — chama-a de "modo suspeito" e critica os enfáticos. Dizer que "a intolerância não se justifica na maioria dos casos" inverte o posicionamento do texto, que justamente condena a ênfase na maioria das vezes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. Afirmar que "toda ênfase acentua um exagero inadmissível" nega a ressalva do primeiro parágrafo, que admite casos em que a ênfase é indispensável. O termo "suspeito" justamente porque nem toda ênfase é inadmissível.
Resumo: A única alternativa que não extrapola nem contradiz o texto é a A, pois ecoa a ideia de que a ênfase pode, em certos contextos, ser apropriada (não excesso indesejável). Isso valida o uso de "suspeito" como algo que requer avaliação caso a caso.