Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — FCC 2015
Português›Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
Código
fc027540
Banca
FCC
Órgão
TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Ano
2015
Nível
Superior
Estará plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na completude da seguinte frase: Não houvessem os alemães bombardeado Londres, provavelmente
Anão ocorrera o bombardeio que tivesse arrasado Dresden.
Bfoi evitado o bombardeio que tinha arrasado Dresden.
Cnão ocorreria o bombardeio que arrasou Dresden.
Dterá deixado de ocorrer o bombardeio que arrasasse Dresden.
Etinha sido evitado o bombardeio que arrasará Dresden.
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GabaritoC — não ocorreria o bombardeio que arrasou Dresden.
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Análise da correlação verbal — "Não houvessem os alemães bombardeado Londres"
Gabarito: letra C. A frase inicial "Não houvessem os alemães bombardeado Londres" expressa uma hipótese passada não realizada, empregando o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo. Para manter a correlação temporal adequada, a oração principal deve usar o futuro do pretérito do indicativo (simples ou composto), indicando o resultado provável que não se concretizou. A única alternativa que respeita essa regra é a C, com o verbo "ocorreria".
A regra clássica de correlação verbal estabelece que uma condição hipotética no pretérito (subjuntivo) exige, na oração principal, o futuro do pretérito (condicional). Compare:
Se tivesse chovido, a festa teria sido cancelada.
Se houvessem bombardeado, não ocorreria o outro bombardeio.
2Oração principal (condicional)Futuro do pretérito
3ExemploSe tivesse chovido → teria cancelado
4Gabarito (C)não ocorreria o bombardeio
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"não ocorrera o bombardeio que tivesse arrasado Dresden."
Erro: "ocorrera" é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, que indica fato passado concluído, não uma consequência hipotética. O uso do subjuntivo "tivesse arrasado" na oração subordinada é inadequado, pois o contexto pede um fato real (a destruição de Dresden como referência conhecida).
Tipo de erro: troca de tempo/modo (pretérito mais-que-perfeito do indicativo no lugar do futuro do pretérito).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"foi evitado o bombardeio que tinha arrasado Dresden."
Erro: "foi evitado" é pretérito perfeito do indicativo, indicando ação concluída e real, e não uma consequência hipotética. "tinha arrasado" é pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, também indicando fato passado. A frase nega a hipótese, mas o tempo verbal não expressa o resultado condicional.
Tipo de erro: uso de tempos do indicativo (fatos reais) em contexto que exige hipótese.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"não ocorreria o bombardeio que arrasou Dresden."
Acerto: "ocorreria" é futuro do pretérito do indicativo (forma simples do condicional), exatamente a forma exigida para expressar o resultado provável de uma condição passada hipotética. A oração subordinada "que arrasou Dresden" emprega o pretérito perfeito do indicativo, que é adequado para relatar um fato histórico real.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"terá deixado de ocorrer o bombardeio que arrasasse Dresden."
Erro: "terá deixado" é futuro do presente composto do indicativo, que indica uma ação futura em relação ao presente, não uma consequência hipotética passada. "arrasasse" é pretérito imperfeito do subjuntivo, mas o contexto não exige subjuntivo na subordinada.
Tipo de erro: tempo verbal inadequado (futuro do presente em vez de futuro do pretérito).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"tinha sido evitado o bombardeio que arrasará Dresden."
Erro: "tinha sido evitado" é pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, indicando ação passada anterior a outra passada (fato). "arrasará" é futuro do presente do indicativo, criando incoerência temporal (passado + futuro). Não há correlação com a condição hipotética.
Tipo de erro: mistura de tempos que quebra a correlação (passado + futuro).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dificuldade de identificar o tempo verbal correto após uma oração condicional no pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo. Muitos candidatos confundem o futuro do pretérito (condicional) com outros tempos, especialmente o pretérito mais-que-perfeito do indicativo (alternativa A) ou o pretérito perfeito (alternativa B). 💡 Dica: Lembre-se da dupla "se... então" — após "se" no pretérito imperfeito do subjuntivo ou pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo, o "então" (oração principal) deve vir no futuro do pretérito (simples ou composto). Ex.: "Se eu tivesse estudado, teria passado."
Conclusão: A única alternativa que mantém a correlação correta é a C, com "não ocorreria" no futuro do pretérito. As demais empregam tempos verbais que não se harmonizam com a oração condicional hipotética.