Questão de Direito Penal — Infanticídio — FCC 2016
- Código
- fc027560
- Banca
- FCC
- Órgão
- AL-MS
- Ano
- 2016
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente de Polícia Legislativo
- Ahomicídio culposo.
- Bhomicídio doloso.
- Caborto.
- Dlesão corporal seguida de morte.
- Einfanticídio.
GabaritoE — infanticídio.
Gabarito: letra E. Micaela cometeu infanticídio, pois, sob a influência do estado puerperal, matou o próprio filho logo após o parto. A conduta se enquadra no art. 123 do Código Penal (infanticídio), que exige que a agente seja a mãe e atue sob o estado puerperal.
A banca testa a distinção entre o infanticídio e outros crimes contra a vida. O ponto central é a presença do estado puerperal, que afasta o homicídio doloso comum.
Homicídio culposo exige culpa (imprudência, negligência ou imperícia), mas Micaela agiu com dolo (vontade de matar). Além disso, a influência do estado puerperal torna a conduta infanticídio, não homicídio culposo.
Homicídio doloso seria a regra se não houvesse a condição especial do estado puerperal. Como a mãe agiu sob essa influência, o crime é infanticídio, que é uma forma privilegiada de homicídio.
Aborto pressupõe a interrupção da gestação antes do parto. Aqui o bebê nasceu vivo e foi morto após o nascimento, portanto não há aborto.
Lesão corporal seguida de morte exige que o agente queira apenas lesionar, e a morte ocorra como consequência não desejada. Micaela agiu com a intenção de matar (colocou o recém-nascido em saco plástico e o descartou), caracterizando crime contra a vida, não lesão.
Infanticídio, conforme art. 123 do CP: "Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após". Micaela preenche todos os elementos: mãe, estado puerperal, ação logo após o parto, morte do recém-nascido.
O candidato pode ignorar o estado puerperal e classificar como homicídio doloso (B). A banca explora essa confusão: a regra geral é homicídio, mas a exceção do infanticídio se aplica quando a mãe age sob influência do estado puerperal. Memorize: infanticídio é o homicídio privilegiado praticado pela mãe contra o próprio filho durante ou logo após o parto, sob estado puerperal.
Gabarito: letra E (infanticídio).
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