Questão de Contabilidade Geral — Amortização, Depreciação e Exaustão — FCC 2016
Contabilidade Geral›Amortização, Depreciação e Exaustão
Código
fc028987
Banca
FCC
Órgão
ELETROBRAS-ELETROSUL
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Ciências Contábeis
A empresa Progresso S.A. adquiriu uma máquina para fabricação de componentes para celular. A vida útil determinada para a máquina no primeiro ano foi de 10 anos. Passado o primeiro ano, ocorreu uma evolução tecnológica na área de negócios que reduziu a vida útil de 10 anos, para 5 anos. Dessa forma, deve-se depreciar e apropriar ao custo
Ano segundo ano 30% e nos demais 20%.
B20% nos próximos quatro anos.
C22,5% nos próximos quatro anos.
D20% nos próximos cinco anos.
E18% nos próximos cinco anos.
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GabaritoC — 22,5% nos próximos quatro anos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Depreciação com Revisão de Vida Útil - Mudança de Estimativa
Gabarito: letra C. Após o primeiro ano, a vida útil total foi revista de 10 para 5 anos. Como já transcorreu 1 ano, restam 4 anos de vida útil. A depreciação deve ser recalculada com base no valor contábil remanescente (90% do custo) dividido pelos 4 anos restantes, resultando em 22,5% do custo original por ano nos próximos quatro anos. Fundamentação: art. 183, § 3º, II da Lei 6.404/76 e NBC TG 01, item 63 (depreciação ajustada prospectivamente).
A banca testa o tratamento de mudança de estimativa contábil: a depreciação é recalculada sobre o valor contábil remanescente e alocada prospectivamente ao longo da nova vida útil restante. Não se pode simplesmente aplicar a nova taxa de 20% (100%/5) sobre o custo original, pois isso ignoraria a depreciação já registrada.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Propõe 30% no segundo ano e 20% nos demais. Não há fundamento para taxa de 30% isolada. A depreciação deve ser uniforme nos anos restantes (22,5% ao ano).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere 20% nos próximos quatro anos. Esse percentual corresponderia a uma vida útil remanescente de 5 anos (100%/5 = 20%), mas a vida útil restante é de 4 anos. O candidato pode erroneamente aplicar a nova taxa sem considerar o ano já decorrido.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
22,5% nos próximos quatro anos. Cálculo: após 1 ano, valor contábil = 90% do custo; vida útil restante = 4 anos; depreciação anual = 90%/4 = 22,5% do custo. Atende à revisão prospectiva (Lei 6.404/76, art. 183, § 3º, II; NBC TG 01, item 63).
Alternativa D — ❌ Incorreta
20% nos próximos cinco anos. A vida útil restante é de 4 anos, não 5. Além disso, a taxa de 20% seria a correta se a vida útil total fosse de 5 anos desde o início, mas não considera a depreciação já realizada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
18% nos próximos cinco anos. Tanto a taxa quanto o prazo estão incorretos. O percentual correto é 22,5% ao ano por 4 anos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o erro de aplicar a nova taxa (20%) sobre o custo original, ignorando que já houve um ano de depreciação. Outra armadilha é usar o prazo total de 5 anos em vez dos 4 anos restantes. O cálculo correto é: valor contábil remanescente ÷ vida útil restante = (custo - depreciação acumulada) ÷ (vida útil total revisada - anos já depreciados).
PEGA ESSA DICA!
Em mudanças de estimativa de vida útil, a depreciação é ajustada prospectivamente: o valor contábil na data da revisão é dividido pela vida útil remanescente. Nunca recalcule retroativamente nem aplique a nova taxa sobre o custo original sem considerar a depreciação acumulada.