Reescrita de trecho poético – paráfrase fiel
Gabarito: letra A. A única alternativa que preserva integralmente o sentido e a estrutura temporal do poema original sem vícios de regência ou pontuação. A passagem original diz:
“Um homem pálido magro de cabelo que escorria nos olhos, / Depois que fez uma pele com a borracha do dia, / Faz pouco se deitou, está dormindo.”
A alternativa A reordena os elementos (primeiro a oração temporal, depois a descrição e o verbo) mas mantém a mesma informação: “Depois de ter feito uma pele com a borracha do dia, um homem pálido, magro e de cabelo escorrendo nos olhos deitou-se há pouco tempo e agora está dormindo.” A troca de “Depois que fez” por “Depois de ter feito” é sinônima, assim como “escorrendo” por “que escorria”. A pontuação é adequada.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Paráfrase correta. Respeita a ordem cronológica e não altera o sentido. O uso de “Depois de ter feito” equivale a “Depois que fez”; “escorrendo” equivale a “que escorria”. A vírgula após “magro” é aceitável na enumeração.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro de coesão e pontuação. A construção “Um homem pálido e magro de cabelo a escorrer nos olhos; depois que fez...” separa indevidamente a oração temporal do sujeito com ponto-e-vírgula, quebrando a relação de subordinação. Além disso, acrescenta “e então” antes de “está dormindo”, elemento inexistente no original. A paráfrase não é fiel.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro de regência e particípio. “Depois de feito uma pele” é construção incorreta – “feito” não concorda com “pele” (o correto seria “depois de fazer” ou “depois de ter feito”). A vírgula extra em “e, está dormindo” também é inadequada. A frase fica agramatical.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Troca de conectivo temporal. “Desde que fez” altera a relação temporal: “depois que” indica sequência imediata; “desde que” indica ponto de partida. O original não diz que ele dorme desde o momento em que fez a pele. Além disso, “ante aos olhos” não é equivalente a “nos olhos”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Ambiguidade e má colocação dos termos. A expressão “magro de cabelo” (sem vírgula) pode ser lida como “magro de cabelo” (pouco cabelo), o que distorce o sentido. O deslocamento de “com a borracha do dia” para perto de “faz pouco se deitou” cria ambiguidade. Os travessões não melhoram a clareza.
Conclusão: A única alternativa que reescreve o trecho sem alterar o sentido, a gramática e a cronologia é a letra A.
Gabarito: letra A