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Questão de Português — Problemas da língua culta — FCC 2016

PortuguêsProblemas da língua culta
Código
fc029812
Banca
FCC
Órgão
PGE-MT
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista – Bacharel em Direito
Uma frase redigida em conformidade com as informações do quinto parágrafo e de acordo com a norma padrão da língua é: Para os brasileiros, nada disso faz sentido,
  1. Ahaja visto Vinícius de Moraes, que não nos permite mentir, e também Manuel Bandeira que referiu-se ao verso de uma canção; quando perguntado acerca de qual viria a ser o mais belo verso já escrito no Brasil.
  2. Ba julgar por Vinícius de Moraes, que não nos faculta mentir, bem como Manuel Bandeira, que, uma vez interrogado sobre qual seria o mais belo verso já escrito no Brasil, aludiu à composição de um letrista.
  3. Ctendo como exemplo Vinícius de Moraes, que não nos admite mentir, e ainda, Manuel Bandeira, de cuja resposta a uma pergunta sobre o mais belo verso já escrito no Brasil foi a composição de um letrista.
  4. Dhaja vista Vinícius de Moraes, que não nos compele mentir, porquanto, também indagaram por Manuel Bandeira qual o mais belo verso já escrito no Brasil, e este não hesitou de mencionar o verso de uma canção.
  5. Etendo em vista Vinícius de Moraes, que não nos insta mentir, e uma vez questionando-se Manuel Bandeira qual fosse o mais belo verso já escrito no Brasil, ele alegou de que este seria a composição de um letrista.
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GabaritoB — a julgar por Vinícius de Moraes, que não nos faculta mentir, bem como Manuel Bandeira, que, uma vez interrogado sobre qual seria o mais belo verso já escrito no Brasil, aludiu à composição de um letrista.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Questão sobre reescrita do quinto parágrafo — ✅ Gabarito: letra B

Gabarito: letra B. A única alternativa que reproduz fielmente as informações do 5º parágrafo sem desvios de norma culta é a B. Ela parafraseia corretamente a menção a Vinícius de Moraes (“que não nos faculta mentir” = “não nos deixa mentir”) e a Manuel Bandeira (“uma vez interrogado sobre qual seria o mais belo verso… aludiu à composição de um letrista”). O texto-base afirma:

“Aí esteve Vinícius de Moraes, que não nos deixa mentir. Quando perguntaram a Manuel Bandeira qual o mais belo verso já escrito no Brasil, o poeta pernambucano respondeu: ‘Tu pisavas nos astros, distraída’, decassílabo de Orestes Barbosa na letra de ‘Chão de estrelas’.”

A alternativa B mantém o sentido e emprega a norma culta: “a julgar por”, “não nos faculta mentir”, “bem como”, “uma vez interrogado”, “aludiu à composição de um letrista”. Nenhum erro gramatical ou de regência.

Análise das demais alternativas:

Alternativa A — ❌ Incorreta

  • “haja visto” é erro grave; o correto é “haja vista” (expressão fixa, invariável).

  • “que referiu-se” — a norma culta prefere “que se referiu” (proclise após o relativo sujeito), mas o maior problema é o uso de “haja visto”.

  • A estrutura “quando perguntado acerca de qual viria a ser” foge ao original e é confusa.

  • Erro principal: desvio na expressão fixa “haja vista”.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • Conforme explicado acima: fidelidade ao parágrafo e correção gramatical plena.

Alternativa C — ❌ Incorreta

  • “não nos admite mentir” – “admitir” não é o verbo adequado; o original usa “deixar”, que expressa permissão. “Admitir” requer complemento com que subjuntivo.

  • “de cuja resposta a uma pergunta … foi a composição” – construção sintática truncada. “Cujo” (cuja) exige que o termo possuído (resposta) esteja imediatamente antes do verbo, mas aqui a frase fica sem sentido claro.

  • Não corresponde ao texto: não se diz que a resposta era a composição, mas que Bandeira respondeu com o verso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

  • “não nos compele mentir” – “compelir” significa “obrigar”; o parágrafo diz “não nos deixa mentir” (permissão), não obrigação.

  • “porquanto” – conjunção causal inadequada; no original não há relação de causa.

  • “indagaram por Manuel Bandeira” – a regência correta é indagar a alguém (indagar a Manuel Bandeira).

  • “não hesitou de mencionar” – o padrão é hesitar em + infinitivo (“não hesitou em mencionar”).

  • Múltiplos desvios gramaticais e semânticos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

  • “não nos insta mentir” – “instar” é “insistir” ou “exortar”; não cabe no contexto.

  • “uma vez questionando-se Manuel Bandeira” – forma incorreta; o correto seria “uma vez questionado” (particípio).

  • “ele alegou de que” – a regência de “alegar” exige alegar que, sem preposição.

  • “este seria a composição” – concordância inadequada (seria a composição → mas “verso” é masculino, gerando confusão).

  • Frase inteiramente desviante da norma e do conteúdo original.

Conclusão: Apenas a alternativa B atende aos dois requisitos: fidelidade ao quinto parágrafo e correção gramatical segundo a norma padrão.

Gabarito: letra B.

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