Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2016
Português›Interpretação de Textos
Código
fc029815
Banca
FCC
Órgão
PGE-MT
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista – Bacharel em Direito
O emprego de Contudo, em destaque no início do segundo parágrafo, atende ao propósito discursivo de
Aapresentar o falar cuiabano, em contraste com Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop, como uma variante sem influências externas.
Bdestacar o valor do falar cuiabano, relativizando a importância das variedades de sotaques para a língua portuguesa falada em Mato Grosso.
Csugerir que o falar cuiabano, ao contrário do que se afirmou sobre as comunidades mais fechadas, está sujeito a influências externas.
Denfatizar o fato de que o falar cuiabano, assim como ocorre no restante do estado, tem uma influência preponderante do acento do Sul.
Eevidenciar a singularidade do falar cuiabano, em contraste com a afirmação de que Mato Grosso não tem uma fala própria.
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GabaritoE — evidenciar a singularidade do falar cuiabano, em contraste com a afirmação de que Mato Grosso não tem uma fala própria.
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Propósito discursivo do "Contudo"
Gabarito: letra E. A conjunção adversativa "Contudo" introduz uma ideia que contrasta com a afirmação anterior de que Mato Grosso "não tem uma fala própria" (1º parágrafo). O propósito é evidenciar a singularidade do falar cuiabano como exceção a essa generalização. O trecho que comprova: "Contudo, em Mato Grosso, temos o falar cuiabano, talvez o sotaque mais marcado da língua portuguesa."
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você achar que o contraste é com uma das ideias secundárias (cidades específicas ou comunidades fechadas), quando na verdade o "Contudo" se opõe à tese principal de que o Estado não possui uma fala própria.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o propósito de um conectivo, localize a ideia anterior que está sendo contraposta — muitas vezes é a tese ou afirmação central do parágrafo, não um detalhe.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não afirma que o falar cuiabano é "sem influências externas"; pelo contrário, a língua é descrita como "porosa" e a influência se faz presente em todas as comunidades. Além disso, o contraste estabelecido por "Contudo" não é com as cidades Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop, mas com a ausência de uma fala própria para o estado. Erro: fora_do_escopo (introduz comparação inexistente e informação não presente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não "relativiza a importância das variedades de sotaques"; ele apenas lista diversas influências e depois destaca o falar cuiabano como marcante, sem diminuir os demais. O propósito de "Contudo" não é hierarquizar variedades, mas sim contrastar a inexistência de uma fala única com a existência de um sotaque marcado. Erro: fora_do_escopo (acrescenta juízo de valor que o texto não faz).
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto afirma que a influência externa se faz presente "até mesmo nas comunidades mais fechadas". Portanto, não se pode dizer que o falar cuiabano estaria sujeito a influências "ao contrário" do que se afirmou sobre essas comunidades. O "Contudo" não se opõe a essa afirmação sobre comunidades fechadas; ele se opõe à ideia de que o estado não tem fala própria. Erro: contradiz_texto (inverte a relação: o texto sustenta que todas as comunidades sofrem influência).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto menciona que em algumas cidades o "acento do Sul fica mais evidente", mas não diz que o falar cuiabano tem "influência preponderante" do Sul. O falar cuiabano é descrito com expressões próprias e desnasalização, e sua singularidade é que o torna "talvez o sotaque mais marcado". O "Contudo" não enfatiza essa suposta preponderância; ele contrasta a ausência de fala própria. Erro: fora_do_escopo (atribui ao texto uma afirmação não sustentada).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente como o texto evidencia: "Contudo, em Mato Grosso, temos o falar cuiabano, talvez o sotaque mais marcado...". A conjunção adversativa contrapõe-se diretamente à declaração de que "o Estado não tem uma fala própria", realçando a singularidade do falar cuiabano. É a única alternativa que capta o contraste central do parágrafo.