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Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — FCC 2016

Direito Processual PenalDa Prisão e da Liberdade Provisória
Código
fc030127
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Procurador
Em se tratando de prisão cautelar, entendendo como sendo aquela que não decorre de sentença penal condenatória, transitada em julgado, é correto afirmar:
  1. AA prisão temporária, não sendo prorrogada, se exaure no prazo legal, enquanto que a prisão preventiva depende de revogação judicial.
  2. BO período de prisão cautelar não pode ser considerado para fins de cumprimento da pena definitiva.
  3. CA prisão temporária só pode ser decretada após a sentença condenatória e dura até o julgamento da apelação.
  4. DA prisão preventiva não pode substituir a prisão em flagrante delito.
  5. EAs prisões cautelares somente poderão ser decretadas pela autoridade judiciária competente mediante provocação do interessado.
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GabaritoA — A prisão temporária, não sendo prorrogada, se exaure no prazo legal, enquanto que a prisão preventiva depende de revogação judicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prisões cautelares – diferenças entre temporária e preventiva

Gabarito: letra A. A prisão temporária, por ter prazo determinado, extingue-se automaticamente ao final do prazo se não prorrogada (exaurimento), enquanto a prisão preventiva, por não ter prazo fixo, subsiste até que o juiz a revogue expressamente. Essa distinção é essencial e a única alternativa que a reproduz corretamente.

O art. 282, §5º do CPP (texto legal literal) prevê que o juiz pode revogar a medida cautelar (incluindo a preventiva) quando faltar motivo, confirmando que ela não se extingue automaticamente.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A assertiva está correta. A prisão temporária (Lei 7.960/89) possui prazos legais rígidos (5 dias, prorrogáveis por mais 5, ou 30 dias nos crimes hediondos); esgotado o prazo sem prorrogação, o preso deve ser solto independentemente de ordem judicial. Já a prisão preventiva (arts. 311-316 CPP) não tem prazo de duração: perdura enquanto presentes os requisitos do art. 312, e sua cessação depende de revogação judicial (art. 282, §5º).

Art. 282, §5CPP

Art. 282, §5º — "O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista, bem como voltar a decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem."

A redação mostra que a medida cautelar (preventiva) depende de ato revogatório; a temporária, ao contrário, extingue-se por decurso de prazo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o período de prisão cautelar não pode ser considerado para fins de cumprimento da pena definitiva. Isso é falso. O Código Penal (art. 42) determina a detração penal: o tempo de prisão provisória (cautelar) deve ser descontado da pena definitiva. A banca tenta confundir o candidato com uma negação inexistente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a prisão temporária só pode ser decretada após a sentença condenatória e dura até o julgamento da apelação. Erro grave: a prisão temporária é uma medida pré-processual (antes da denúncia), com prazo máximo de 30 dias (prorrogável uma vez), e não se estende até a apelação. A prisão após sentença é a preventiva ou a decorrente de condenação (prisão-pena).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sustenta que a prisão preventiva não pode substituir a prisão em flagrante. Na verdade, o CPP permite a conversão do flagrante em preventiva (art. 310, II): se o juiz considerar presentes os requisitos da preventiva, pode decretá-la no lugar da prisão em flagrante. Logo, a substituição é possível e comum.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que as prisões cautelares somente podem ser decretadas mediante provocação do interessado. O art. 282, §2º do CPP estabelece que as medidas cautelares são decretadas a requerimento das partes, por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público — não apenas por “provocação do interessado”. Além disso, o juiz pode decretá-las de ofício? A redação atual (Lei 13.964/2019) veda a decretação de ofício de prisão preventiva (art. 311, parágrafo único), mas não abrange toda e qualquer cautelar. De todo modo, a expressão “provocação do interessado” é muito restritiva e não corresponde ao rol de legitimados.

Art. 282, §2CPP

Art. 282, §2º — "As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes ou, quando no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público."

Portanto, a alternativa está incorreta.

MNEMÔNICO
PRECISA
PRProva (da existência do crime)EExistênciaCCrimeIIndíciosSSuficientesAAutoria. Em síntese: prova da existência do crime + indícios suficientes de autoria
Requisitos para indiciamento e prisão preventiva

Gabarito: letra A.

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