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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2016

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc031485
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2016
Nível
Médio
Cargo
Assistente Administrativo
De acordo com o texto, conclui-se corretamente que
  1. AGil Eanes foi o único navegador a cruzar o Bojador porque estava convicto de que o cabo não era tão perigoso quanto diziam.
  2. Ba viagem de Gil Eanes possibilitou que o conteúdo das histórias acerca do cabo Bojador fosse relativizado.
  3. Co cabo Bojador, embora temido pelos cartagineses, não impôs risco às frotas do infante dom Henrique de Portugal.
  4. Do explorador Gil Eanes teve êxito em sua primeira viagem pelo Mar da Escuridão ao chegar a terras habitadas por humanos.
  5. Edom Henrique de Portugal teve de enviar quinze expedições ao sul do Bojador para atingir seu objetivo de ocupar terras africanas.
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GabaritoB — a viagem de Gil Eanes possibilitou que o conteúdo das histórias acerca do cabo Bojador fosse relativizado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A viagem de Gil Eanes e a relativização do mito do Bojador

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que se sustenta integralmente no texto: a travessia de Gil Eanes demonstrou que as histórias sobre o perigo absoluto do cabo Bojador eram exageradas, relativizando seu conteúdo. Como se lê no texto, antes de Eanes "nenhum marinheiro desde os antigos cartagineses tinha se aventurado ao sul do Bojador e retornado", e o cabo era temido como fronteira do desconhecido. Após a décima quinta expedição bem-sucedida, "Eanes passou a grande distância do Bojador [...] e ficou estarrecido ao perceber que deixara o temido cabo para trás". Isso mostra que o que antes era considerado intransponível foi superado, relativizando o medo e o mistério que o cercavam.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Gil Eanes foi o único navegador a cruzar o Bojador porque estava convicto de que o cabo não era tão perigoso quanto diziam."

O texto menciona que nenhum marinheiro desde os cartagineses havia voltado de lá, mas não afirma que Eanes foi o único (outros poderiam ter tentado e falhado). Além disso, não há indicação de que ele estava convicto da segurança; ao contrário, ele se desviou para oeste e ficou "estarrecido" ao perceber que havia passado. Erro: extrapolação (acrescenta 'único' e uma motivação inexistente).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"a viagem de Gil Eanes possibilitou que o conteúdo das histórias acerca do cabo Bojador fosse relativizado."

Conforme explicado, a travessia bem-sucedida mostrou que o cabo não era intransponível, desmistificando as lendas. O texto indica que o desejo de descobrir superou o medo, e a descoberta de Eanes provou que o perigo era contornável. Inferência legítima, apoiada na passagem da descoberta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"o cabo Bojador, embora temido pelos cartagineses, não impôs risco às frotas do infante dom Henrique de Portugal."

O texto afirma o oposto: o cabo possuía "mortais bancos de areia, redemoinhos e violentas tempestades" e as catorze primeiras expedições fracassaram. Logo, impunha sim grande risco. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"o explorador Gil Eanes teve êxito em sua primeira viagem pelo Mar da Escuridão ao chegar a terras habitadas por humanos."

O texto relata duas viagens: na primeira (décima quinta tentativa), ele apenas contornou o cabo; na viagem seguinte (1453), ancorou numa baía e viu pegadas humanas. A primeira não alcançou terra habitada. Erro: confunde as duas viagens (incompletude/informação trocada).

Alternativa E — ❌ Incorreta

"dom Henrique de Portugal teve de enviar quinze expedições ao sul do Bojador para atingir seu objetivo de ocupar terras africanas."

O texto é explícito: "dom Henrique não mandou seus navios [...] com o objetivo de colonizar seu território ou abrir novas rotas de comércio. Não, ele queria simplesmente descobrir o que havia para ser descoberto." Portanto, o objetivo não era ocupar. Além disso, não "teve de" enviar; foi uma iniciativa voluntária. Erro: contradiz o texto (objetivo) e extrapola (necessidade).

Gabarito: letra B.

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